O Governo Central registrou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional. O resultado amplia o rombo nas contas públicas e acende alerta sobre a sustentabilidade fiscal do país.
Detalhes do resultado
Segundo o Tesouro, o déficit primário exclui os gastos com juros da dívida pública. O número representa um aumento em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando deterioração das finanças do governo. As receitas totais não foram detalhadas, mas a despesa primária superou a arrecadação no mês.
Impacto nas expectativas
O mercado financeiro acompanha de perto os dados fiscais, que influenciam as decisões de política monetária. Com o déficit elevado, a expectativa é de que a taxa Selic permaneça em patamar restritivo por mais tempo, controlando a inflação e a demanda agregada. Economistas apontam que o governo precisa de medidas de ajuste fiscal para conter o endividamento.
Contexto econômico
O Brasil enfrenta um cenário de juros altos, com a Selic em 13,75% ao ano, e inflação sob pressão. O déficit primário de junho contribui para o aumento da dívida pública, que já ultrapassa 75% do PIB. A equipe econômica estuda novas medidas de corte de gastos e aumento de receitas para equilibrar as contas.
O Tesouro Nacional reforçou a importância de seguir a meta fiscal estabelecida no Orçamento. O resultado de junho será incorporado ao relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, que pode indicar a necessidade de contingenciamento ou bloqueio orçamentário.



