Arrecadação federal bate recorde em junho e acumula R$ 1,587 trilhão no semestre
Arrecadação federal recorde em junho: R$ 264,4 bilhões

A arrecadação do governo federal registrou alta real de 7,72% em junho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, totalizando R$ 264,437 bilhões. Esse é o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica. O resultado contribuiu para que o acumulado do primeiro semestre alcançasse um recorde histórico, conforme divulgado pela Receita Federal nesta quinta-feira.

Desempenho das receitas administradas

As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 255,307 bilhões em junho, um crescimento real de 7,66% ante junho de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos, influenciadas pela comercialização de petróleo, totalizaram R$ 9,130 bilhões, com alta real de 9,62%. O fisco destacou que o resultado do mês foi impulsionado por fatores não recorrentes, como o incremento de R$ 4 bilhões em tributos pagos sobre resultados de empresas e R$ 3,8 bilhões em imposto de exportação de petróleo, medida temporária adotada pelo governo para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio.

Impacto dos ganhos extraordinários

Sem esses ganhos atípicos, o crescimento real das receitas administradas seria de 4,38%, segundo o governo. O setor de extração de petróleo e gás natural teve destaque com R$ 15,388 bilhões em arrecadação, ante apenas R$ 819 milhões em junho de 2025. Outros setores que apresentaram crescimento expressivo incluem comércio atacadista (+15,18%) e fabricação de veículos (+34,62%).

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Destaques tributários

Entre os principais tributos, a arrecadação de Imposto de Renda de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) subiu 20,40%. O Imposto de Renda sobre rendimentos de capital cresceu 12,43%, as receitas previdenciárias avançaram 4,69% e o Imposto de Importação registrou alta de 22,87%.

Resultado acumulado do semestre

No acumulado de janeiro a junho, a arrecadação totalizou R$ 1,587 trilhão, um crescimento real de 6,63% em relação ao mesmo período de 2025. Esse é o maior valor para o semestre desde o início da série histórica em 1995. Segundo a Receita Federal, o resultado reflete o desempenho da economia, com destaque para o aumento da massa salarial e a redução do benefício de desoneração da folha de pagamento em alguns setores. Também houve melhora na arrecadação de PIS/Cofins, impulsionada pelo bom desempenho do setor de serviços e pelo crescimento da extração de petróleo.

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