Jaques Wagner confia que Lula não o tirará da liderança do governo
Wagner confia que Lula não o tirará da liderança

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não o removerá do cargo, mesmo com a investigação em andamento na Operação Compliance Zero, que apura desdobramentos do caso Banco Master, envolvendo Daniel Vorcaro.

Declarações de Wagner

“A liderança do governo é uma atribuição do presidente Lula, com quem conversei hoje. Sinceramente, acho que ele não vai alterar minha posição, devido à nossa relação e à confiança que deposita em mim. Ele fez questão de me ligar e se solidarizar”, declarou o senador em entrevista à BandNews.

Apreensão de dólares

Na quinta-feira (18), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Wagner. Em um dos endereços ligados ao senador, os agentes apreenderam US$ 49 mil em espécie, cerca de R$ 253 mil na cotação atual. Wagner explicou que o dinheiro se refere a diárias de viagens recebidas do Senado, estava em envelopes com timbre oficial e foi devidamente declarado.

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Investigações adicionais

As investigações também apuram se Wagner recebeu de Daniel Vorcaro um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões. Segundo a PF, o senador teria viajado com frequência em jatos do banqueiro e recebido pagamentos do Banco Master por meio da empresa da esposa de seu enteado, Bonnie Bonilha.

De acordo com a investigação, as transações destinadas à enteada do senador estariam registradas em mensagens entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A PF afirma que Bonnie Bonilha recebeu cerca de R$ 11 milhões do Master por um contrato de consultoria da BK Financeira, com repasses feitos por intermediários também alvos da operação.

Medidas cautelares

Diante dos elementos reunidos, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça impôs medidas cautelares a Wagner. Entre elas estão a proibição de contato com os demais investigados — exceto seu enteado Eduardo Sofré e Bonnie Bonilha —, a proibição de contato com pessoas ligadas às negociações e à reforma do apartamento investigado, e a vedação ao exercício de qualquer atividade econômica em conjunto com os demais alvos da apuração.

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