O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta semana da Cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai, e em seguida viaja para a Bahia, onde deve dividir o palanque com o senador Jaques Wagner (PT-BA). O evento ocorre após a crise envolvendo o Banco Master, que levou à saída de Wagner da liderança do governo no Senado.
Cúpula do Mercosul e anúncio de aumento de contribuição
Na cúpula, que reúne chefes de Estado dos países membros, Lula deve anunciar o aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). A medida visa fortalecer a integração regional e apoiar projetos de infraestrutura nos países menores do bloco. A reunião ocorre em um momento de tensões comerciais e políticas na América do Sul.
Visita à Bahia e apoio a Jaques Wagner
Após a cúpula, Lula segue para a Bahia na quarta-feira, onde visitará as obras da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, uma das principais promessas de infraestrutura do governo estadual. Acompanhado do senador Jaques Wagner, o presidente deve inspecionar o andamento das obras e anunciar novos investimentos federais para o estado.
A visita é vista como um gesto de apoio a Wagner, que recentemente deixou a liderança do governo no Senado após a operação da Polícia Federal que investiga o Banco Master. A crise política gerou instabilidade na base aliada, e Lula busca reforçar a posição de Wagner no cenário político baiano.
Restrições eleitorais e calendário político
A viagem ocorre antes do início das restrições eleitorais previstas para o segundo semestre, que limitam a participação de autoridades em eventos públicos. O presidente deve aproveitar a agenda para consolidar alianças e fortalecer o PT na Bahia, estado estratégico para as eleições de 2026.
Segundo assessores presidenciais, a visita também tem como objetivo acelerar as obras da ponte, que enfrentam atrasos e questionamentos sobre o orçamento. A ponte, que ligará Salvador à Ilha de Itaparica, é considerada vital para o desenvolvimento turístico e econômico da região.
Impacto político e reações
A presença de Lula ao lado de Jaques Wagner é interpretada como um sinal de que o presidente mantém a confiança no senador, apesar dos desdobramentos da Operação Master. Críticos, no entanto, apontam que a visita pode ser usada para desviar o foco das investigações. A oposição na Bahia já anunciou que acompanhará de perto os anúncios de recursos federais, questionando possíveis favorecimentos eleitorais.
De acordo com o senador Jaques Wagner, em declaração à imprensa local, a visita de Lula “mostra o compromisso do governo federal com o desenvolvimento da Bahia e com a transparência nas obras públicas”. Ele negou que a crise do Master tenha abalado sua relação com o presidente.



