O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que, se o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, quiser apoiar seu adversário na disputa eleitoral pelo Planalto, Flávio Bolsonaro, 'que venha' e 'monte um comitê'. A declaração foi feita durante a convenção nacional do PDT, partido que declarou apoio à sua candidatura à reeleição.
Defesa da soberania e críticas a 'traidores'
Lula voltou a bater na tecla da defesa da soberania brasileira e, sem citar nomes, chamou de 'traidores' aqueles que pedem aos Estados Unidos a imposição de 'punição' ao Brasil. 'Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar meu adversário, que venha, que monte um comitê. Porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia neste país', disse o presidente no evento partidário.
Ao mencionar os 'traidores' da pátria, Lula fazia uma referência implícita a Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e ao irmão Eduardo, entre outros, que cultivam bom trânsito com o secretário de Estado dos EUA. 'Hoje nós temos não um, nós temos vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para os Estados Unidos imporem punição para o Brasil', disse o presidente sem citar nomes.
Autonomia e decisões nacionais
Lula enfatizou a importância da autonomia brasileira: 'Nós queremos uma coisa sagrada: aqui, nós erramos por nós, nós acertamos por nós e aqui ninguém diz o que nós vamos fazer. Aqui nós decidimos o que nós vamos fazer. Porque isso significa a gente voltar a andar de cabeça erguida e defender a nossa soberania.'
Tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros
Na semana passada, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) anunciou uma nova tarifa de 25% sobre a exportação de um conjunto de produtos brasileiros a partir de 22 de julho. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os setores exportadores mais atingidos pelas tarifas serão madeira, máquinas, equipamentos eletrônicos, móveis, calçados e açúcar.



