O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “ainda falta muita coisa para fazer” para melhorar a saúde pública no Brasil, mas criticou os ministros da Saúde do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e declarou que o País vive uma “revolução”. A declaração ocorreu durante evento de sanção da lei que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, voltada a incentivar a produção nacional de medicamentos, vacinas e insumos médicos.
Discurso rápido e críticas
Lula fez um discurso breve, de pouco mais de um minuto. Agradeceu à Câmara e ao Senado pela aprovação da lei e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O presidente pediu desculpas pelo atraso — a cerimônia estava marcada para as 11h, mas começou por volta das 12h. Lula disse viver seu “melhor momento de prazer falando da saúde desse País”.
“Sei que ainda falta muita coisa a fazer, que devemos muito às mulheres, aos homens e às crianças desse País. Mas posso dizer que, sem fazer comparação, vendo você (Padilha) falar e vendo os três ministros mequetrefes que o governo passado teve, vou dizer que esse País fez uma revolução na educação”, afirmou Lula, em referência aos titulares da Saúde na gestão Bolsonaro: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Marcelo Queiroga.
Estratégia Nacional de Saúde
A lei sancionada cria mecanismos para ampliar a capacidade produtiva do setor farmacêutico nacional, reduzir a dependência externa e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento no Palácio do Planalto contou com a presença de parlamentares, autoridades e representantes da indústria. Lula citou uma “revolução na educação”, mas o contexto indica que se referia à saúde, tema central do evento.
O presidente não detalhou metas ou prazos para a implementação da estratégia, mas destacou a importância de investir em produção local para garantir acesso a medicamentos e vacinas. A sanção ocorre em meio a desafios na área, como filas no SUS e falta de insumos em algumas regiões.



