SP suspende consignados do Digimais após operação da PF por fraude
SP suspende consignados do Digimais após operação da PF

O governo de São Paulo suspendeu novas operações de crédito consignado do Banco Digimais para servidores estaduais, após a deflagração da Operação Miragem pela Polícia Federal. A medida cautelar, publicada no final de junho, impede novas contratações, refinanciamentos e portabilidades pelo banco enquanto as investigações sobre suspeitas de fraude financeira avançam.

Detalhes da suspensão

A decisão foi tomada pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo e publicada no Diário Oficial. O texto determina que o Banco Digimais fica proibido de realizar novos empréstimos consignados, refinanciamentos ou portabilidades de contratos para servidores públicos estaduais. A suspensão vale até que a situação regulatória do banco seja esclarecida.

A Operação Miragem, da Polícia Federal, investiga suspeitas de fraudes contábeis no Banco Digimais. Segundo a PF, há indícios de manipulação de balanços financeiros e supervalorização de ativos para maquiar a saúde financeira da instituição. A operação foi deflagrada em junho e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao banco.

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Impacto para servidores

A suspensão atinge diretamente os servidores estaduais que utilizavam o Digimais como opção de crédito consignado. O consignado é uma modalidade de empréstimo com desconto em folha de pagamento, considerada de menor risco. Com a medida, os servidores terão que buscar outras instituições financeiras habilitadas no sistema de consignações do estado.

O governo paulista informou que a medida é preventiva e visa proteger o sistema de consignações e os servidores. “A suspensão é uma ação cautelar para resguardar o erário e os servidores, enquanto as investigações correm em sigilo”, afirmou a Secretaria da Fazenda em nota.

Próximos passos

A investigação da Polícia Federal segue em andamento. O Banco Digimais ainda não se manifestou oficialmente sobre a suspensão. A instituição pode recorrer da decisão administrativa, mas o governo de SP afirma que a medida permanecerá vigente até que a regularidade do banco seja comprovada.

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