Governo rejeita tarifa dos EUA e nega risco fiscal em ano eleitoral
Governo rejeita tarifa dos EUA e nega risco fiscal em eleição

O governo brasileiro rejeitou a tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, sob alegação de trabalho forçado. A medida, que passa a valer hoje, atinge 99,4% das importações do país. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a tarifa é uma manipulação de um tema caro aos direitos humanos e que o Brasil não aceita esse tipo de pressão.

Durigan nega 'all in' fiscal e promete superávit

Em meio ao ano eleitoral, Durigan rejeitou o risco de um 'all in' fiscal do governo Lula. Ele afirmou que a equipe econômica está comprometida em melhorar o superávit primário 'custe o que custar'. A declaração foi feita durante a Expert XP 2026, onde o secretário reiterou o compromisso com a responsabilidade fiscal.

Impacto da tarifa dos EUA sobre o Brasil

A tarifa de 12,5% foi justificada pelos EUA com base em alegações de trabalho forçado no Brasil. O governo brasileiro, no entanto, rechaçou a medida, classificando-a como protecionista e prejudicial ao comércio bilateral. A medida deve afetar exportações brasileiras, especialmente de setores como mineração e agricultura.

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Segundo dados oficiais, a tarifa atinge quase a totalidade das importações americanas do Brasil, o que representa um duro golpe para a economia nacional. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia criticado a medida anteriormente, afirmando que ela viola acordos internacionais.

Reações do mercado e especialistas

O mercado financeiro reagiu negativamente à notícia, com o Ibovespa caindo no pregão de hoje. Analistas apontam que a tarifa pode gerar incertezas e pressionar a inflação. O JPMorgan alertou que o alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não vai durar, enquanto a CVM vê 'caixinhas' do mercado se dissolvendo.

O governo, porém, mantém a postura de não ceder à pressão externa. Durigan garantiu que a política fiscal será mantida, independentemente do cenário eleitoral. 'Não vamos fazer loucuras fiscais', disse ele, em referência às críticas de que o governo poderia aumentar gastos para impulsionar a reeleição.

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