O Governo Lula, por meio do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), acionou a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para denunciar casos de racismo e discurso de ódio ocorridos durante a Copa do Mundo de 2026. A ação cobra medidas de prevenção e responsabilização dos autores, citando quase 90 mil publicações com conteúdo abusivo, incluindo de caráter racista.
Dados da denúncia: 89 mil conteúdos abusivos
De acordo com o CNDH, foram analisadas cerca de 6 milhões de publicações em redes sociais e plataformas digitais durante o torneio. Desse total, 89 mil foram classificadas como abusivas, sendo 11% delas de cunho racial. A denúncia destaca que Estados Unidos, Canadá e México, países-sede da Copa, devem cumprir tratados internacionais de direitos humanos, prevenindo e responsabilizando os autores dos ataques.
Pressão sobre a Fifa e países-sede
O CNDH insta a Fifa a seguir os Princípios da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, que orientam a atuação de corporações em relação aos direitos humanos. A entidade máxima do futebol é cobrada a adotar medidas efetivas para coibir o racismo nos estádios e nas plataformas oficiais do torneio. Os governos dos três países anfitriões também são chamados a garantir a proteção de jogadores, torcedores e profissionais envolvidos.
Contexto e reações
A iniciativa ocorre após episódios de racismo registrados durante a Copa, como o caso de um torcedor argentino que imitou um macaco para o youtuber IShowSpeed em uma partida. O governo brasileiro busca, com o apoio de organismos internacionais, que medidas concretas sejam implementadas para evitar a repetição desses incidentes em futuros eventos esportivos.



