As mudanças nas regras do futebol para diminuir a cera nas partidas demonstraram eficácia na Copa do Mundo, que termina neste domingo quando Argentina e Espanha se enfrentarem no estádio de Nova York/Nova Jersey. Na véspera da final, o Grupo de Estudos Técnicos da Fifa, comandado pelo ex-treinador Arsène Wenger, apresentou dados sobre as novidades.
Os árbitros agora sinalizam com a mãos quando goleiros e atletas se aproximam dos cinco segundos finais para bater tiros de meta e laterais, que podem ser transformados em escanteios ou reversões para os adversários se o limite for excedido.
Dados mostram queda no tempo de cobrança
Os dados apontam que, na Copa de 2022, 25% dos tiros de meta levaram mais de 30 segundos para serem cobrados, número que caiu para 12% nesta edição. Outra mudança foi a de que jogadores que precisam de atendimento médico só podem retornar ao campo depois de um minuto. Essa regra fez com que as intervenções médicas caíssem de 2,3 vezes em média por partida no Catar, há quatro anos, para 1,6.
— Não é só o tempo de jogo (que aumenta). Mas diminui a frustração de que alguém cai em campo para trapacear — afirmou Wenger.
Gols de fora da área dobram
Outra estatística serve também para demonstrar uma tendência de as equipes se defenderem com blocos mais baixos nesta Copa. O número de gols marcados fora da área dobrou entre as duas últimas edições, de 8% no Catar para 16% no Canadá, Estados Unidos e México.
— Muitos times se defendem em blocos baixos, o que torna difícil se infiltrar. Uma receita é criar chances de fora da área. É difícil para o goleiro, que tem seis ou sete jogadores na frente dele, é difícil para reagir. É um dado para dar coragem para chutes de fora da área — afirmou o ex-atacante alemão Jurgen Klinsmann.



