O governo federal criou um grupo de trabalho para avaliar o uso de urânio no Programa Nuclear Brasileiro. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (2). O grupo terá 90 dias para apresentar um relatório com recomendações sobre a política nuclear do país.
Objetivos do grupo de trabalho
O grupo de trabalho terá como objetivo principal reavaliar o uso do urânio no programa nuclear brasileiro, considerando aspectos de segurança, desenvolvimento energético e impacto ambiental. A iniciativa surge em um momento de debates sobre a expansão da energia nuclear no Brasil.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida busca alinhar o programa nuclear às melhores práticas internacionais e às necessidades energéticas do país. O grupo será composto por representantes de diversos órgãos governamentais, incluindo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar).
Contexto e impacto
O Brasil possui uma das maiores reservas de urânio do mundo, mas o uso dessa matéria-prima para fins energéticos ainda é limitado. Atualmente, o país opera apenas duas usinas nucleares, Angra 1 e Angra 2, com Angra 3 em construção. O grupo de trabalho deverá analisar a viabilidade de expandir o programa nuclear, incluindo a possibilidade de novas usinas.
Especialistas apontam que a energia nuclear pode ser uma alternativa para reduzir a dependência de hidrelétricas, especialmente em períodos de seca. No entanto, há preocupações com a segurança e o descarte de resíduos radioativos. O grupo de trabalho deverá abordar essas questões e propor diretrizes para o setor.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da iniciativa: "Precisamos avaliar de forma técnica e transparente o papel do urânio no nosso futuro energético. Este grupo de trabalho será fundamental para garantir que o Brasil utilize seus recursos de forma segura e sustentável."
Próximos passos
O grupo de trabalho terá 90 dias para concluir seus trabalhos e apresentar um relatório final ao Ministério de Minas e Energia. O documento deverá conter recomendações sobre a política nuclear brasileira, incluindo possíveis mudanças na legislação e nos investimentos no setor. A expectativa é que o relatório sirva de base para decisões futuras do governo sobre o programa nuclear.



