EUA devem anunciar tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, diz ministro
EUA devem anunciar tarifa de 25% sobre Brasil hoje

Governo brasileiro confirma iminência de tarifa americana de 25%

O ministro da Economia do Brasil afirmou que os Estados Unidos devem anunciar ainda hoje a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita durante entrevista coletiva em Brasília, gerando reações imediatas no mercado financeiro e entre exportadores.

Segundo o ministro, a medida faz parte de uma revisão da política comercial americana e atinge especialmente setores como siderurgia, alumínio e agronegócio. O governo brasileiro avalia contramedidas, mas ainda não detalhou quais ações serão tomadas.

Impacto imediato no mercado e nas empresas

O anúncio pegou investidores de surpresa e provocou queda nas ações de empresas expostas ao mercado americano. A Vale, maior mineradora do país, viu suas ações oscilarem entre ganhos e perdas, refletindo preocupações com a China e agora com a nova barreira tarifária. Já Engie e ISA Energia caíram 5% na B3 após anúncios de oferta de ações.

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Especialistas apontam que a tarifa de 25% pode reduzir significativamente a competitividade dos produtos brasileiros nos EUA. O setor siderúrgico, que já enfrenta sobrecapacidade global, deve ser um dos mais afetados. A Associação Brasileira do Aço (Aço Brasil) estima que as exportações para os EUA podem cair até 40% caso a tarifa seja mantida.

Reações políticas e diplomáticas

O Itamaraty já convocou o embaixador americano para esclarecimentos. Parlamentares da oposição criticaram a gestão do governo brasileiro nas relações comerciais com os EUA. O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) classificou a medida como "retaliação injustificada" e pediu uma resposta firme do Executivo.

Enquanto isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro comentou o assunto em suas redes sociais, afirmando que "o Brasil precisa de um governo que defenda nossos interesses comerciais". A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente sobre o anúncio.

Perspectivas para os próximos dias

O mercado aguarda a confirmação oficial da tarifa e os detalhes do escopo da medida. O ministro da Economia adiantou que o Brasil pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) caso a tarifa seja considerada discriminatória. Além disso, o governo estuda ampliar acordos com outros parceiros comerciais, como a União Europeia e a China, para mitigar os efeitos.

Analistas recomendam cautela com ações de empresas exportadoras para os EUA. A recomendação é de manter posições defensivas até que haja maior clareza sobre a negociação bilateral. O Ibovespa fechou em leve alta, mas o dólar subiu 1,2% ante o real, refletindo o aumento da aversão ao risco.

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