O ministro da Fazenda, Fernando Durigan, afirmou que não se pode falar em retaliação aos Estados Unidos, mas sim em avaliar a reciprocidade nas relações comerciais. A declaração foi dada durante evento sobre reforma tributária, promovido pelo Valor Educação, nesta quarta-feira.
Reciprocidade, não retaliação
Durigan destacou que o governo brasileiro está focado em analisar as medidas que podem ser tomadas de forma equilibrada, sem gerar conflitos desnecessários. “Não cabe falar em retaliação aos EUA, estamos falando de avaliar reciprocidade”, disse o ministro.
Ele ressaltou que a política externa brasileira busca manter relações comerciais estáveis, mas que é necessário garantir que os interesses nacionais sejam protegidos. A avaliação de reciprocidade envolve analisar tarifas e barreiras impostas por outros países e responder de forma proporcional.
Metas macroeconômicas e setores específicos
Durigan também afirmou que o governo vai garantir o cumprimento das metas fiscais e um bom resultado macroeconômico. “Sabemos que alguns setores específicos precisam de atenção”, completou, sem detalhar quais setores seriam priorizados.
A declaração ocorre em meio a discussões sobre a reforma tributária, que já impacta empresas brasileiras. O evento ‘Reforma Tributária na Prática’ reuniu especialistas para debater os desafios e oportunidades da nova legislação.
Impacto da reforma tributária
A reforma tributária, em tramitação no Congresso, propõe simplificar o sistema de impostos, unificando tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS. Especialistas apontam que a mudança pode reduzir custos para empresas, mas exige adaptação dos sistemas contábeis.
Durigan reforçou que o Ministério da Fazenda está comprometido com a responsabilidade fiscal e com o crescimento econômico sustentável. “Vamos assegurar que as metas sejam cumpridas, mas sem deixar de lado a atenção aos setores que mais precisam”, concluiu.



