BNDES libera R$ 13,5 bi a companhias aéreas pelo Fundo de Aviação Civil
BNDES anuncia R$ 13,5 bi para empresas aéreas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 13,5 bilhões em crédito para empresas aéreas por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). A medida, anunciada nesta quinta-feira, 30 de julho, tem como objetivo fortalecer o setor aéreo brasileiro, ampliar a conectividade e estimular a competitividade das companhias nacionais.

Detalhes do crédito e condições

Os recursos do FNAC serão destinados a projetos de investimento e capital de giro das empresas aéreas, com prazos alongados e taxas de juros atrativas. Segundo o BNDES, o crédito poderá ser utilizado para aquisição de aeronaves, modernização de frotas, expansão de rotas e melhorias operacionais. As condições incluem carência de até 24 meses e prazo total de pagamento de até 10 anos.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou: “Este financiamento é fundamental para a retomada do setor aéreo, que enfrenta desafios significativos desde a pandemia. Com esses recursos, as companhias poderão investir em eficiência e ampliar a oferta de voos, beneficiando a economia e os passageiros.”

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Impacto no setor aéreo

O setor aéreo brasileiro tem se recuperado gradualmente, mas ainda enfrenta pressões financeiras devido ao aumento do custo do querosene e à volatilidade cambial. A injeção de R$ 13,5 bilhões deve aliviar o fluxo de caixa das empresas e permitir investimentos estratégicos. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) saudou a iniciativa, destacando que o crédito chega em momento crucial para a sustentabilidade do setor.

De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o número de passageiros transportados em 2025 foi 85% do volume pré-pandemia. A expectativa é que, com os novos investimentos, o setor retome o crescimento e supere os níveis de 2019 nos próximos dois anos.

Condições e contrapartidas

Para acessar o crédito, as companhias aéreas deverão apresentar planos de negócios alinhados às diretrizes do FNAC, que incluem metas de redução de emissões de carbono e melhoria da experiência do passageiro. O BNDES exigirá contrapartidas sociais e ambientais, como a manutenção de empregos e investimentos em eficiência energética.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comentou: “O governo federal está comprometido em apoiar a aviação civil, e este crédito é uma demonstração clara desse apoio. Queremos voos mais baratos e acessíveis para a população, e o fortalecimento das empresas é o caminho para isso.”

Próximos passos

As empresas interessadas já podem apresentar suas propostas ao BNDES, que avaliará cada caso individualmente. O banco prevê que os primeiros desembolsos ocorram ainda neste semestre. A medida integra um pacote mais amplo de estímulos à infraestrutura e à indústria nacional.

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