O governo brasileiro saberá como implementar, no momento adequado, a Lei de Reciprocidade para responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e terá um programa de apoio aos setores nacionais afetados, disse nesta quinta-feira o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Em entrevista coletiva convocada para responder às tarifas anunciadas de madrugada pelo governo americano, Alckmin classificou a medida como injusta e descabida. Segundo ele, os argumentos apresentados por Washington partem de uma base “totalmente falsa”.
Programa Brasil Soberano será reativado
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, que também participou da entrevista ao lado de outros ministros, afirmou que o governo vai reativar o programa Brasil Soberano para apoiar os setores mais atingidos pela nova taxação, com perspectiva de adotar as primeiras medidas já no início de agosto.
De acordo com Durigan, o volume de recursos a ser oferecido deverá ser menor do que o das edições anteriores do programa, já que a nova rodada de tarifas trouxe um número maior de exceções. O valor final, acrescentou, será definido após conversas com os segmentos mais afetados.
Edições anteriores do programa
Em setembro do ano passado, no lançamento do Brasil Soberano, o governo liberou R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações para viabilizar crédito mais barato e outros benefícios a setores atingidos pelas tarifas dos EUA. A segunda edição do programa, anunciada em março e também voltada a setores afetados pela guerra no Oriente Médio, previu mais R$ 15 bilhões em linhas de crédito sob gestão do BNDES.
Superávit dos EUA na balança comercial
Alckmin também afirmou que, nos últimos 15 anos, os Estados Unidos acumularam superávit de US$ 424 bilhões na balança comercial com o Brasil.



