O senador Jaques Wagner (PT) sofreu uma queda de seis pontos percentuais nas intenções de voto para o Senado na Bahia, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29). O petista foi alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito do Caso Master, investigação que apura desvios de recursos públicos. Com 16% das intenções de voto, Wagner aparece atrás do correligionário Rui Costa (PT), que lidera a corrida com 22%.
Rejeição e volatilidade na disputa
A pesquisa também revela que a rejeição a Jaques Wagner subiu para 45%, reflexo da operação policial que atingiu seu entorno. Apesar da queda, o petista ainda é o segundo colocado na preferência do eleitorado baiano para uma das duas vagas ao Senado. O cenário, no entanto, é de alta volatilidade: 51% dos entrevistados afirmaram que podem mudar o voto até a eleição.
O levantamento ouviu 1.200 eleitores em 60 municípios da Bahia entre os dias 26 e 29 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-12345/2026.
Cenário estadual: empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues
Na disputa pelo governo da Bahia, a pesquisa aponta empate técnico entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT). ACM Neto tem 30% das intenções de voto, contra 29% de Jerônimo, dentro da margem de erro. Em terceiro lugar, o deputado federal João Roma (PL) aparece com 12%.
A corrida ao governo também é marcada por indefinição: 38% dos eleitores afirmaram que podem mudar o voto. A pesquisa indica que a eleição para o Executivo estadual tende a ser decidida no segundo turno, já que nenhum dos candidatos atinge a maioria absoluta no primeiro cenário estimulado.
Impacto da operação no Caso Master
O Caso Master, que motivou a operação da PF contra aliados de Jaques Wagner, investiga supostas fraudes em contratos de prestação de serviços educacionais. O senador nega envolvimento e afirma que não foi alvo direto da operação, mas a pesquisa mostra que o episódio pode ter contaminado sua imagem. A rejeição a Wagner era de 39% na pesquisa anterior, subindo para os atuais 45%.
Na avaliação do cientista político Jorge Almeida, da Universidade Federal da Bahia, a queda de Wagner reflete a sensibilidade do eleitor a denúncias de corrupção. “O eleitor baiano tem demonstrado historicamente que reage a operações policiais, especialmente quando há grande repercussão na mídia. Wagner ainda é forte, mas precisa reconstruir sua imagem até outubro”, analisa.



