A Federação União Progressista oficializou neste sábado (1º) a candidatura de Eduardo Riedel (PP) à reeleição ao governo de Mato Grosso do Sul. A decisão foi tomada durante convenção realizada em Campo Grande, que reuniu lideranças de partidos de centro-direita. A federação, que une PP e União Brasil, terá coligação com PL, Federação PSDB/Cidadania, MDB, Republicanos e Avante.
Riedel, atual governador, empresário e produtor rural, foi o nome escolhido para representar a ampla aliança no pleito estadual. O anúncio ocorre em um momento de articulação política intensa para as eleições de outubro, quando os eleitores também escolherão presidente, senadores, deputados federais e estaduais.
Outras candidaturas aprovadas na convenção
Além de Riedel, a convenção aprovou 34 outras candidaturas para compor a chapa majoritária e as listas proporcionais. Entre os nomes confirmados, o ex-secretário José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), disputará a vice-governadoria na chapa de Riedel. Para o Senado, foram aprovados Reinaldo Azambuja (PL) e Renan Barbosa Contar (PL).
As candidaturas a deputado federal incluem Luiz Ovando, Dagoberto Nogueira, Alan Guedes, Carlos Bernardo (todos do PP), além de Fernando Jurado, Cleidiane Matzenbacher, Keliana Fernandes, Geraldo Rezende e Rose Modesto (União Brasil). Para a Assembleia Legislativa, a convenção homologou uma extensa lista com nomes como Gerson Claro, Londres Machado, Jamilson Name, Hélio Peluffo, Marco Santullo, Fernando Souza, Fabrício Venturolli, Maria Carolina Zamboni, Sirlei Ratier, Juliana Gaioso, Ana Paula Bacelar, Rinaldo Modesto, Jerson Domingos, Fabio Rocha, Dione Hashioka, Barbara Rezende, Juliana Aranda, Veterinário Francisco, Maria Azambuja Venturini, Lilian Vilella, Rayana Furquim e Thalita Trindade.
Discurso de união e campo ideológico
Após a homologação, Eduardo Riedel destacou a importância da aliança formada em torno do seu nome. "Acho que o Mato Grosso do Sul dá uma mostra da grandeza que tem ao conseguir reunir todo um campo de centro-direita, um campo ideológico centrando uma majoritária representativa de todo esse campo e, principalmente, de todos os partidos que compõem esse campo", afirmou.
A fala de Riedel reforça a estratégia da coligação de apresentar um projeto comum para o estado, unindo siglas historicamente aliadas. A convenção também serviu para alinhar as campanhas proporcionais, que devem ter papel central na composição das próximas legislaturas.
Calendário eleitoral
As convenções partidárias são os eventos em que os filiados escolhem oficialmente os candidatos. O prazo limite para realização dessas reuniões é 5 de agosto. Depois disso, os nomes precisam ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte ao prazo final de registro.
Nas eleições deste ano, marcadas para 4 de outubro, os brasileiros vão às urnas para escolher presidente da República, governador, senadores (duas vagas por estado), deputados federais e deputados estaduais. Para Mato Grosso do Sul, a disputa ao governo deve concentrar os holofotes, com Riedel buscando a reeleição após ter sido eleito em segundo turno em 2022.
Trajetória de Eduardo Riedel
Eduardo Riedel construiu sua carreira no setor produtivo antes de ingressar na política. Ele foi presidente do Sindicato Rural de Maracaju, da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e do Conselho Deliberativo do Sebrae-MS, além de vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Sua entrada na administração pública ocorreu durante o primeiro governo de Reinaldo Azambuja (PL), quando assumiu a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica em 2015. Riedel permaneceu no cargo até 2021, quando passou a comandar a Secretaria de Estado de Infraestrutura. Em 2022, disputou pela primeira vez uma eleição e venceu o governo de Mato Grosso do Sul no segundo turno.
Agora, com a candidatura confirmada, Riedel inicia a campanha com a vantagem de ser o atual governador e com o apoio de uma das maiores coligações da história recente do estado. A aliança reúne desde partidos do centrão até legendas ligadas ao agronegócio, refletindo o perfil do próprio candidato.



