A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança na preferência do eleitorado brasileiro para as eleições de 2026, mas enfrenta um cenário adverso no estado de São Paulo, onde perde para o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.
Cenário nacional
No levantamento nacional, Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 8 pontos percentuais dentro da margem de erro de 2 pontos. O instituto ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 24 e 27 de julho de 2026. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-12345/2026.
Em um cenário de primeiro turno, Lula tem 35% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro com 28%, e outros candidatos somam 20%. Brancos e nulos representam 12%, e 5% não souberam responder. A vantagem de Lula no primeiro turno é menor do que a registrada em pesquisas anteriores, o que indica um crescimento da oposição.
Desempenho em São Paulo
O ponto crítico para a campanha de Lula está em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. No estado, Flávio Bolsonaro lidera a disputa de segundo turno com 41% contra 37% de Lula. Essa diferença de 4 pontos está dentro da margem de erro, mas inverte o cenário nacional. A pesquisa também testou um confronto entre Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que não foi citado no título do levantamento.
Analistas políticos apontam que a rejeição a Lula no estado é maior do que a média nacional. Enquanto nacionalmente 44% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, em São Paulo esse índice sobe para 49%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem rejeição de 40% em todo o Brasil e de 38% no estado paulista.
Avaliação do governo
A pesquisa também avaliou a aprovação do governo Lula. Nacionalmente, 48% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, 30% regular e 22% ruim ou péssimo. Em São Paulo, os números são menos favoráveis: 44% aprovam, 32% regular e 24% reprovam. A avaliação positiva caiu 3 pontos percentuais em relação ao último levantamento de maio, enquanto a negativa subiu 2 pontos.
Entre os eleitores paulistas, os principais problemas apontados são segurança pública (35%), saúde (28%) e economia (22%). O governo federal tem enfrentado críticas pela falta de investimentos em infraestrutura urbana no estado, que é governado por um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Impacto político
Os resultados acendem um alerta para a campanha de Lula, que depende de uma vitória em São Paulo para garantir a reeleição. O estado concentra cerca de 22% do eleitorado nacional, e uma derrota no maior colégio eleitoral tornaria o caminho para a vitória no primeiro turno muito mais difícil. A equipe de Lula já planeja intensificar as visitas ao estado e reforçar a comunicação com o eleitorado paulista.
Por outro lado, o desempenho de Flávio Bolsonaro em São Paulo fortalece sua pré-candidatura e pressiona outros nomes do campo conservador, como o governador Tarcísio de Freitas. A pesquisa indica que o nome de Bolsonaro tem potencial de atrair votos tanto da capital quanto do interior, especialmente entre eleitores de maior renda e escolaridade.
Metodologia
A Quaest realizou 2.000 entrevistas presenciais em 120 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para o total da amostra e de 3 pontos para a amostra de São Paulo. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo jornal O Globo e está disponível na íntegra no site do instituto.



