Uma nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta-feira, revela que a aposta do partido Democracia Cristã (DC) na candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República não decolou. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que já foi cotado como nome forte para 2026, aparece com apenas 3% das intenções de voto no cenário estimulado.
Baixo desempenho nas pesquisas
O levantamento, realizado entre os dias 20 e 24 de junho, ouviu 2.000 eleitores em todo o Brasil. No cenário espontâneo, Barbosa não foi citado por nenhum entrevistado. O resultado indica que, mesmo com o apoio do DC, o ex-magistrado não conseguiu conquistar a confiança do eleitorado.
Rejeição elevada
Além do baixo índice de intenção de voto, Joaquim Barbosa também enfrenta uma alta rejeição. Segundo a Quaest, 42% dos eleitores afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. Esse percentual é superior ao de outros pré-candidatos, como Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).
Comparação com outros candidatos
No mesmo levantamento, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lidera com 34% das intenções de voto, seguido pelo presidente Lula (PT), com 29%. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 8%, enquanto Ciro Gomes e Simone Tebet têm 5% cada.
Análise política
Para analistas políticos, a dificuldade de Barbosa em decolar se deve a vários fatores. Primeiro, sua imagem está associada a um perfil mais técnico e jurídico, o que não necessariamente se traduz em votos. Além disso, o DC é um partido pequeno, com pouca estrutura e tempo de TV, o que dificulta a divulgação da candidatura.
Outro ponto é a polarização entre Lula e Bolsonaro, que domina o cenário político. Nesse contexto, candidatos de terceira via têm pouco espaço para crescer. A pesquisa Quaest mostra que 60% dos eleitores afirmam que já decidiram em quem votar, o que reduz as chances de mudanças significativas até outubro.
Próximos passos
O DC ainda não definiu oficialmente a candidatura de Barbosa, mas o partido já sinalizou que deve oficializá-lo nos próximos meses. No entanto, os números da Quaest indicam que a campanha precisará de muito trabalho para reverter o cenário atual. O ex-ministro, por sua vez, tem evitado declarações polêmicas e focado em propostas de combate à corrupção e reforma do Estado.
A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01234/2026.



