O Partido Social Democrático (PSD) confirmou, em convenção realizada neste sábado (1º), que não lançará candidatos próprios nas eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul. O anúncio ocorreu no Salão Social do Rádio Clube Cidade, em Campo Grande, e formalizou a desistência do senador Nelsinho Trad da disputa pela reeleição ao Senado Federal. Com a decisão, o partido passa a integrar a articulação política que sustenta a chapa encabeçada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, do PL, na qual Nelsinho Trad atuará como suplente.
Na sexta-feira (31), o senador Nelson Trad Filho já havia comunicado publicamente que não tentaria um novo mandato. A decisão, segundo lideranças partidárias, foi construída a partir de diálogos entre dirigentes do PSD e de outras legendas, com o objetivo de fortalecer o projeto eleitoral de Azambuja para o Senado. A convenção deste sábado serviu para referendar o acordo e alinhar o partido em torno das alianças para o pleito de outubro.
Articulação política e reforço à chapa de Azambuja
A entrada de Nelsinho Trad como suplente na chapa de Reinaldo Azambuja representa uma mudança significativa no cenário político sul-mato-grossense para as eleições de 2026. O PSD, que tinha no senador um de seus principais nomes para a disputa majoritária, agora opta por apoiar uma candidatura liderada pelo PL, em uma demonstração de alinhamento entre as siglas. A manobra ocorre em um momento em que os partidos buscam ampliar suas bases eleitorais e garantir representação no Congresso.
A decisão do PSD também evita uma disputa interna pelo comando da chapa e permite que a legenda mantenha influência política sem lançar um nome próprio. Com isso, o partido se junta a outras agremiações que devem compor a coligação em torno de Azambuja, que disputará uma vaga ao Senado. A expectativa é de que novos anúncios de apoio sejam feitos nas próximas semanas, conforme avançam as convenções partidárias.
Calendário eleitoral e próximos passos
As convenções partidárias são os encontros em que os filiados escolhem oficialmente os candidatos que disputarão as eleições. O prazo máximo para a realização desses eventos é o dia 5 de agosto. Depois da escolha, os nomes precisam ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte, e a propaganda pode ser veiculada conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
No pleito marcado para o dia 4 de outubro, os eleitores de todo o Brasil vão votar para os seguintes cargos:
- presidente da República;
- governador de estado;
- senador (duas vagas por estado);
- deputado federal;
- deputado estadual.
Em Mato Grosso do Sul, a disputa pelas duas vagas ao Senado é uma das mais aguardadas. Com a decisão do PSD, a chapa de Reinaldo Azambuja ganha o reforço de um senador em atividade, o que pode aumentar a competitividade do grupo nas urnas. A articulação, no entanto, ainda depende de homologação oficial e de possíveis ajustes nas alianças.
Impacto para o PSD e para a política estadual
A ausência de um candidato próprio do PSD ao Senado diminui o número de opções partidárias na disputa majoritária, mas também revela uma tendência de aproximação entre o PSD e o PL no estado. Para Nelsinho Trad, a posição de suplente representa uma alternativa para manter capital político, com chance de assumir o mandato caso o titular se afaste. Essa possibilidade é comum no sistema eleitoral brasileiro, em que o suplente entra em exercício em situações de licença, renúncia ou morte do titular.
O anúncio feito pelo PSD também reforça o papel das convenções na definição dos rumos partidários. Até o dia 5 de agosto, outros partidos devem realizar seus encontros e definir suas estratégias para o pleito. A partir de 16 de agosto, a campanha eleitoral estará oficialmente aberta, e os candidatos poderão pedir votos de forma ostensiva. A eleição de 4 de outubro definirá os próximos ocupantes dos cargos majoritários e proporcionais, marcando o início de um novo ciclo político no país.



