Mesmo com a data adiada, a convenção do Partido Liberal (PL) em Minas Gerais deve ocorrer sem a definição de um candidato ao governo do estado. A legenda tem como pré-candidatos o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, e o empresário e ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli. No entanto, a preferência da legenda e do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), é apoiar o senador Cleitinho (PSD) para o governo mineiro.
Convenção adiada e indefinição
A convenção do PL em Minas, inicialmente prevista para o fim de julho, foi adiada para 30 de julho. Apesar do prazo estendido, a expectativa é que o partido não lance candidato próprio, mas sim declare apoio a Cleitinho. A informação foi confirmada por fontes internas do partido, que destacaram a articulação de Flávio Bolsonaro para unificar a direita em torno do nome de Cleitinho.
Pré-candidatos e cenário eleitoral
Flávio Roscoe e Vittorio Medioli seguem como pré-candidatos, mas suas candidaturas não devem ser oficializadas. Roscoe, presidente licenciado da FIEMG, tem base no setor industrial, enquanto Medioli, ex-prefeito de Betim, possui forte atuação na região metropolitana de Belo Horizonte. Ambos, porém, reconhecem a força de Cleitinho nas pesquisas e a necessidade de união da oposição para enfrentar o atual governo.
Cleitinho, que atualmente exerce mandato de senador pelo PSD, tem se consolidado como nome de consenso entre partidos de direita. Segundo pesquisa recente do Instituto DataTempo, Cleitinho lidera as intenções de voto para o governo de Minas, com 32% das preferências, contra 28% do atual governador, Romeu Zema (Novo).
Impacto na campanha
A decisão do PL de apoiar Cleitinho pode reconfigurar a corrida eleitoral em Minas. A aliança entre PL e PSD fortalece a candidatura de Cleitinho, que busca atrair eleitores bolsonaristas. Em contrapartida, o governador Romeu Zema, que busca a reeleição, terá que enfrentar uma oposição mais unificada.
O adiamento da convenção também reflete as dificuldades do PL em definir uma estratégia para o maior colégio eleitoral do país. A legenda, que já lançou candidatos em todos os estados, pode abrir mão de uma candidatura própria em Minas para garantir o apoio a um nome viável.



