Missão oficializa Renan Santos como candidato à Presidência
Missão oficializa Renan Santos para Presidência em SP

A convenção nacional do Missão será realizada neste sábado (1º), no Komplexo Tempo, na Zona Leste da cidade de São Paulo, a partir das 14h. O ato servirá para confirmar oficialmente a escolha de Renan Santos como candidato do partido à Presidência da República. Renan já havia sido oficializado no dia 20 de julho, em um evento organizado em formato online e sem transmissão ao vivo. O nome de Aroldo Medina, militar da reserva, é o escolhido para disputar a vice-presidência na chapa. A chapa formada pelos dois será a primeira do Missão em uma eleição presidencial.

Segundo Renan Santos explicou na ocasião, a decisão de antecipar a oficialização foi tomada por orientação da equipe de segurança da pré-campanha, diante de uma escalada de ameaças atribuídas a facções criminosas. Além da confirmação da chapa, a convenção será palco do lançamento do "Livro Amarelo", um conjunto de seis fascículos em que o Missão, partido criado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), apresenta seu projeto para o Brasil.

Proteção da Polícia Federal e ameaças

Ao se tornar candidato, Renan Santos passa a ser escoltado por agentes da Polícia Federal. Ele afirmou que interrompeu recentemente uma agenda no Ceará depois de receber ameaças de duas facções. O ativista também relatou episódios em São Paulo, cidade onde mora, e no Rio de Janeiro, onde teria sido alvo de ameaças enquanto participava de uma atividade pública.

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Calendário eleitoral

Conforme o calendário da Justiça Eleitoral, os partidos têm até 5 de agosto para realizar convenções partidárias, nas quais oficializam candidatos e coligações para as eleições. As siglas têm até 15 de agosto para registrar, na Justiça Eleitoral, os candidatos escolhidos para a disputa. A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto. O Missão, até o momento, não anunciou alianças com outras legendas.

Quem é Renan Santos

Renan Santos tem 42 anos, é ativista político, empresário e uma das lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudou a fundar em 2014 ao lado do deputado federal Kim Kataguiri. Depois de fundar o movimento, ele participou, entre 2015 e 2016, dos protestos que pediam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, incluindo a chamada "Marcha pela Liberdade", que percorreu o trajeto de São Paulo a Brasília.

Renan é paulistano e ingressou no curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu a graduação. Junto com outros integrantes do MBL, ele fundou o partido Missão, que reuniu mais de 800 mil assinaturas para obter registro — um recorde entre novas legendas no país. A Justiça Eleitoral concedeu o registro à legenda no fim do ano passado, e o Missão participará da primeira eleição em sua história.

Segurança pública e outras propostas

A segurança pública e o combate ao crime organizado são os temas centrais da candidatura de Renan Santos. Ele defende o endurecimento de penas para crimes violentos, medidas para acabar com o controle territorial de facções criminosas e a implementação do que chama de "Direito Penal do Inimigo". Segundo a proposta, seria criado um mecanismo jurídico para tratar integrantes de facções como "inimigos do Estado", eliminando a presunção de inocência para quem for identificado como integrante dessas organizações ou portar fuzis.

Entre outras propostas, Renan Santos defende condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas; substituir a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por um regime de negociação direta entre contratante e contratado; extinguir a Justiça do Trabalho; criar uma reserva nacional em criptomoedas; e aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com corte radical de gastos para economizar R$ 3,3 trilhões em dez anos.

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