Mulher é presa em Itaperuna com 1.386 pinos de cocaína e crack
Mulher presa com 1.386 pinos de cocaína em Itaperuna

Policiais militares prenderam, nesta sexta-feira (31), uma mulher suspeita de tráfico de drogas em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. A abordagem ocorreu no terminal rodoviário da cidade, logo após ela desembarcar de um ônibus que partiu do Rio de Janeiro. A ação foi desencadeada depois que a corporação recebeu informações sobre a chegada de entorpecentes ao município.

De acordo com a Polícia Militar, os agentes montaram um monitoramento no terminal e abordaram a suspeita assim que ela desceu do veículo. A mulher demonstrou nervosismo e tentou fugir antes de ser contida. Durante a revista, os policiais localizaram um tablete de crack e 1.386 pinos de cocaína, que estavam divididos em 36 cargas.

Segundo a PM, o material estava pronto para a comercialização. Cada carga correspondia a uma quantidade específica de pinos, o que sugere que a droga seria revendida em diferentes pontos da cidade ou de cidades vizinhas. O caso foi registrado na 143ª Delegacia de Polícia, onde a suspeita permaneceu presa.

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O que foi apreendido

A apreensão somou 1.386 pinos de cocaína e um tablete de crack. Os pinos são embalagens plásticas típicas do varejo de drogas, usadas para vender pequenas doses. O crack estava em tablete, formato que facilita o transporte e a posterior divisão em pedras. A PM não divulgou o peso total das substâncias.

De acordo com a corporação, as 36 cargas estavam prontas para serem distribuídas. A divisão em lotes indica organização na venda, com possível atuação em mais de um ponto de tráfico. Não foram informados os locais exatos onde a droga seria comercializada.

Registro policial

A suspeita foi encaminhada para a 143ª Delegacia de Polícia, onde o boletim de ocorrência foi lavrado. Ela permaneceu presa e ficou à disposição da Justiça. A polícia não revelou o nome da mulher nem detalhes sobre sua participação no esquema.

O caso será investigado pela Polícia Civil. O inquérito deverá apurar a origem da droga, o financiamento do transporte e se há outros suspeitos envolvidos. A mulher pode responder pelo crime de tráfico de drogas, previsto na Lei 11.343/2006.

Combate ao tráfico na região

Itaperuna é uma das principais cidades do Noroeste Fluminense e fica próxima à divisa com Minas Gerais, o que facilita o escoamento de drogas para outras regiões. A Polícia Militar tem intensificado operações no terminal rodoviário e em rodovias da região como forma de coibir o transporte de entorpecentes.

O uso de ônibus interestaduais e intermunicipais para o transporte de drogas é uma prática que a polícia monitora de perto. Em muitos casos, os passageiros são usados como transportadores, sem que tenham envolvimento com o tráfico, o que é conhecido como "mula".

Legislação sobre tráfico de drogas

O crime de tráfico de drogas é tipificado no artigo 33 da Lei 11.343/2006. Quem for flagrado transportando, vendendo ou fornecendo drogas sem autorização pode ser condenado a uma pena de 5 a 15 anos de reclusão, além do pagamento de multa. A quantidade de droga apreendida, bem como a forma como é acondicionada, costuma influenciar na dosimetria da pena.

No caso desta sexta-feira, a divisão da cocaína em 1.386 pinos é um forte indício de que a droga se destinava ao tráfico. A legislação prevê ainda a possibilidade de aumento da pena quando o crime é cometido com o uso de transporte público, como o ônibus.

Próximos passos da investigação

Após o registro do flagrante, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional e permanece presa. Em até 24 horas, a Justiça deve realizar audiência de custódia para avaliar se o flagrante será convertido em prisão preventiva ou se a suspeita terá direito à liberdade provisória.

A polícia deverá ouvir possíveis testemunhas e analisar se a mulher agia sozinha ou com ajuda de outros. O inquérito será concluído no prazo legal.

Denúncias

As informações que levaram à prisão foram repassadas à polícia por meio de denúncia. A PM reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números 190 ou Disque Denúncia. O anonimato é garantido.

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A corporação não informou se a suspeita tem passagens anteriores pela polícia. Também não há confirmação sobre a participação de outras pessoas no transporte da droga. O caso segue em investigação na 143ª Delegacia de Polícia.