O Partido Missão promoveu neste sábado (1º) o seu “1º Congresso Nacional”, no Komplexo Tempo, zona leste de São Paulo, em um evento que reuniu filiados, parlamentares e apoiadores para marcar oficialmente o início da campanha presidencial de Renan Santos. A ocasião também serviu para a apresentação do “Livro Amarelo”, documento com as propostas de governo da legenda para o Brasil.
Lançamento da candidatura e agenda eleitoral
O congresso ocorreu no mesmo dia em que diversas legendas promoveram convenções partidárias para oficializar candidaturas às eleições de 2026. No caso do Missão, porém, a formalização da chapa encabeçada por Renan Santos aconteceu de forma antecipada, em 20 de julho. A decisão de adiantar o ato foi tomada para que o pré-candidato pudesse contar com a proteção da Polícia Federal, após relatar ameaças de facções criminosas.
Segundo o partido, o evento foi planejado como o pontapé inicial da campanha eleitoral. A programação incluiu a apresentação do plano de governo da legenda, batizado de “Livro Amarelo”, um conjunto de seis fascículos que detalha o projeto do partido para o país. Também foram oficializados publicamente os nomes dos candidatos da sigla aos governos estaduais em nove estados.
Segurança e antecipação da convenção
A convenção do Missão estava originalmente prevista para este sábado, mas foi antecipada. A legenda justificou a mudança pela necessidade de garantir a integridade física de Renan Santos, que teria recebido ameaças de organizações criminosas. Com a antecipação, o candidato passou a ter acompanhamento da Polícia Federal durante os compromissos de campanha.
O caso gerou repercussão no meio político e levantou discussões sobre a segurança de candidatos durante o processo eleitoral. A direção do partido preferiu não detalhar a natureza das ameaças, mas afirmou que a medida era preventiva e necessária para assegurar o direito de participação política.
Livro Amarelo e propostas de governo
O “Livro Amarelo” foi o centro das atenções do congresso. Trata-se de uma coleção de seis fascículos que reúne as propostas do Partido Missão para áreas como segurança pública, combate à corrupção, economia e gestão pública. A apresentação foi conduzida por integrantes da equipe de programa de governo, que destacaram a intenção de modernizar a administração federal e ampliar o controle social sobre as políticas públicas.
Um dos pontos enfatizados foi a proposta de transparência radical. O deputado federal Kim Kataguiri, um dos principais nomes do partido, discursou no evento e afirmou que, caso Renan Santos seja eleito, serão realizadas transmissões semanais para apresentar os avanços da gestão no combate ao crime organizado e à corrupção. A ideia, segundo ele, é prestar contas de forma direta à população.
Discurso do vice e promessa de ação no Rio
O candidato a vice na chapa, o militar Aroldo Medina, foi o primeiro a discursar no congresso. Em uma fala repleta de elogios a Renan Santos, Medina afirmou que o partido pretende realizar a primeira incursão ao Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, caso vença as eleições. A declaração foi recebida com entusiasmo pelos apoiadores presentes.
“Atenção, se preparem. Vou ligar para o presidente Renan Santos e vou dizer presidente pronto dê o sinal verde. Vamos botar aquela bandidagem toda a correr e inauguraremos uma nova era de ordem e progresso para o Brasil”, declarou Medina, sob aplausos.
Candidaturas estaduais apresentadas
Além da chapa presidencial, o Partido Missão oficializou no evento seus candidatos aos governos de nove estados: Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Pernambuco. A lista demonstra a expansão da legenda para diferentes regiões do país, com foco em estados considerados estratégicos para a eleição.
A expectativa do partido é que a divulgação dos nomes fortaleça a campanha nacional e ajude a consolidar o nome de Renan Santos no cenário político. Com o congresso, a sigla busca se posicionar como uma alternativa de direita no espectro político, com ênfase em segurança pública e combate à corrupção.



