Flávio chama Lula de 'projeto de ditador' e promete demitir em outubro
Flávio: Lula é 'projeto de ditador' e será demitido

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e candidato à Presidência da República, aproveitou a convenção estadual do Partido Liberal em Santa Catarina para dirigir duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento, realizado para oficializar a candidatura do governador Jorginho Mello à reeleição, serviu de palco para um discurso carregado de ataques ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em sua fala, Flávio Bolsonaro classificou Lula como "um projeto de ditador" e afirmou que ele será "demitido" nas eleições de outubro. "Lula é um projeto de ditador e nós vamos demiti-lo em outubro", declarou, arrancando aplausos dos convencionais. Na sequência, recorreu ao termo "resgatar o Brasil" para justificar a necessidade de uma mudança de governo, atribuindo ao atual mandatário a responsabilidade pelo endividamento da população.

Economia e elogios a Jorginho Mello

"O governo atual endividou o povo brasileiro", disse, ao defender que o país adote um modelo semelhante ao que, segundo ele, foi implementado em Santa Catarina. Flávio elogiou a gestão de Jorginho Mello, afirmando que o governador cortou impostos e, com isso, obteve a maior arrecadação da história do estado. Para o senador, o exemplo catarinense demonstra que é possível conciliar redução da carga tributária com crescimento das receitas.

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Ele também questionou a carga tributária incidente sobre os pequenos empreendedores, citando especificamente os vendedores ambulantes. "Como um vendedor de cachorro quente, de pastel e caldo de cana, que meu pai tanto gosta, consegue pagar tanto imposto?", indagou. Na avaliação dele, o brasileiro não suporta mais a combinação de altos tributos com juros elevados. "O povo brasileiro não aguenta mais", reforçou, mentionando a dificuldade de quem trabalha informalmente para sobreviver.

Violência e soberania

Em seguida, Flávio Bolsonaro ampliou as críticas ao governo federal na área da segurança. "O brasileiro está perdendo a soberania dentro da própria casa, por causa da violência", afirmou. Para o senador, o crime organizado age com liberdade, chegando a invadir residências e expulsar os moradores de seus lares. "O governo diz lutar por soberania, mas não consegue garantir soberania dentro do País", criticou, em tom de indignação.

Na visão do parlamentar, a falta de segurança pública é uma das marcas da atual gestão, que ele acusa de priorizar pautas ideológicas em detrimento do bem-estar da população. "O brasileiro está perdendo a soberania dentro da própria casa", repetiu, destacando que a sensação de insegurança tomou conta dos estados.

Ataques ao Supremo Tribunal Federal

O discurso do senador também teve como alvo o Supremo Tribunal Federal. Flávio afirmou que há um excesso de poder dos ministros da Corte e lembrou que o próximo presidente da República poderá fazer quatro indicações para o tribunal. Ele alertou para o risco de o atual governo escolher novos magistrados alinhados a uma agenda que considera autoritária e contrária aos interesses da direita.

"Imaginem mais um governo como o que nós temos hoje indicando quatro 'Alexandres de Moraes' para o Supremo Tribunal Federal? A política vai ser perseguida. A direita vai ser perseguida. A perseguição vai continuar. Talvez tenhamos mais comunistas no Supremo Tribunal Federal", disparou.

Segundo Flávio, uma "canetada" de um ministro do STF seria suficiente para tomar decisões graves para o país, como "liberar as drogas e o aborto", interferir em grandes obras ou até mesmo condenar um inocente. "Pode fazer o que quiser, pode até condenar inocente", completou, chamando atenção para o poder discricionário dos magistrados.

Promessa de "normalidade" e libertação de Jair Bolsonaro

Para encerrar, o senador prometeu, caso seja eleito, impedir o que chamou de perseguição política e garantir o retorno do país à normalidade institucional. "Nós vamos voltar a ter democracia nesse Brasil. Nós vamos libertar o presidente Jair Bolsonaro. Nós vamos libertar os perseguidos do 8 de janeiro", concluiu, em referência aos investigados pelos atos antidemocráticos.

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As declarações de Flávio em Santa Catarina reforçam o discurso de que o grupo do ex-presidente pretende retomar o poder com promessas de mudança na condução econômica, no combate à violência e na relação com o Judiciário. O tom de confronto deve marcar a campanha eleitoral nos próximos meses, em um cenário de polarização que opõe o bolsonarismo ao lulismo.