Escândalo fortalece Lula e derruba Flávio Bolsonaro, aponta pesquisa Genial/Quaest
Escândalo fortalece Lula e derruba Flávio Bolsonaro

Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação de conversas entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro. O levantamento, realizado entre os dias 5 e 8 de junho, mostra Lula com 10 pontos percentuais de frente no primeiro turno e 6 pontos no segundo turno, em relação a Flávio.

Eleitores independentes são decisivos

O principal fator para a recuperação de Lula foi o apoio dos eleitores considerados independentes. Esse grupo, que não se identifica com nenhum dos dois candidatos, migrou para o petista após o escândalo. Na pesquisa anterior, antes da revelação das conversas, Lula e Flávio estavam tecnicamente empatados entre os independentes. Agora, Lula lidera com 12 pontos de vantagem nesse segmento.

Impacto do caso Dark Horse

O caso, apelidado de "Dark Horse", envolve supostas negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, que teriam beneficiado o senador em troca de vantagens políticas. As conversas vieram a público por meio de uma investigação conjunta do Ministério Público e da Polícia Federal, com indícios de que os EUA teriam pressionado por transparência no caso. A pesquisa Genial/Quaest capturou o impacto imediato: 65% dos entrevistados desaprovam a conduta de Flávio, enquanto apenas 18% a aprovam.

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Aprovação de Lula cresce

Enquanto a imagem de Flávio se deteriora, a popularidade de Lula apresenta alta. A aprovação do governo Lula subiu de 52% para 56% no mesmo período. Para o analista político da Quaest, Felipe Nunes, o escândalo "reforçou a percepção de que Flávio representa o velho estilo de fazer política, enquanto Lula se beneficia da estabilidade econômica e de programas sociais".

Segundo turno mais apertado, mas favorável a Lula

No cenário de segundo turno, Lula venceria Flávio por 48% a 42%, uma diferença de 6 pontos. Em maio, a diferença era de apenas 2 pontos. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todo o Brasil, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-12345/2026.

Apesar da vantagem, a campanha de Lula avalia que é cedo para comemorar. "Flávio ainda tem um eleitorado fiel, mas a tendência é de que o escândalo continue afetando sua candidatura", afirmou um assessor do PT. Já a equipe de Flávio Bolsonaro minimizou a pesquisa, alegando que "a verdade ainda será provada" e que "o povo saberá reconhecer a perseguição política".

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