Eduardo Bolsonaro anuncia desistência de candidatura
O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou que não disputará as eleições de outubro deste ano. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no processo que julgava a tentativa de golpe de Estado, ele está inelegível por oito anos. Autoexilado nos Estados Unidos desde março de 2025, Eduardo comunicou a decisão por meio de uma carta aos eleitores publicada em suas redes sociais.
Os motivos da desistência
Na carta, Eduardo explicou que desistiu de integrar a chapa encabeçada pelo deputado estadual e candidato a senador André Prado (PL), na qual ocuparia o cargo de primeiro suplente. "Após ouvir advogados em quem confio e refletir profundamente sobre o atual cenário brasileiro, decidi não seguir adiante com o registro da chapa encabeçada pelo Deputado estadual e candidato a senador André Prado [PL], na qual eu ocuparia a posição de primeiro suplente", escreveu. Ele acrescentou: "Fui fortemente aconselhado a não criar qualquer circunstância que pudesse colocar em risco uma candidatura ao senado que considero estratégica para o futuro do Brasil".
Reação do Partido Liberal e substituto
Nos bastidores, a desistência já era tratada como certa pela cúpula do Partido Liberal, que trabalhava com a hipótese de "exclusão automática" do nome de Eduardo nas urnas, considerando a condenação iminente. Após o anúncio, André Prado divulgou nota afirmando ter recebido "com respeito" a decisão. O ex-prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy, assumirá o posto de primeiro suplente.
A condenação e a situação nos EUA
Por unanimidade, o STF condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação, no curso do processo que julgava o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a acusação, Eduardo buscou apoio político na administração de Donald Trump para estimular sanções contra ministros do STF, restrições de vistos e medidas econômicas contra o Brasil. Com a condenação, ele pode ser oficialmente considerado foragido da justiça brasileira.
Em julho deste ano, o governo dos Estados Unidos concedeu Green Card ao ex-deputado, que vive no país desde o início de 2025. O documento permite que ele resida por tempo indeterminado, sem necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar.



