O ex-prefeito de Belford Roxo e ex-deputado estadual, Márcio Canella, anunciou que não disputará mais uma vaga no Senado Federal e voltará a concorrer a deputado estadual pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A decisão foi divulgada pelo próprio político em suas redes sociais, surpreendendo aliados que já o tratavam como pré-candidato ao Senado.
Decisão anunciada após operação da Polícia Federal
Canella foi alvo de uma operação da Polícia Federal e chegou a ser preso em flagrante depois que agentes encontraram um fuzil no porta-malas de seu carro. Na ocasião, o ex-prefeito alegou que a arma pertencia a um policial militar que fazia parte de sua equipe de segurança. O episódio gerou grande repercussão política e jurídica, e pode ter influenciado a mudança de planos eleitorais.
Em nota, Canella afirmou: "Decidimos que o melhor caminho, neste momento, é continuar ao lado de quem mais precisa. E por isso, disputarei um novo mandato de deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro". A declaração sela a desistência da disputa pelo Senado, cargo para o qual havia sido anunciado como pré-candidato.
Trajetória política marcada por polêmicas
Márcio Canella é um nome conhecido na política da Baixada Fluminense. Ele já foi prefeito de Belford Roxo e também exerceu mandato de deputado estadual. Sua passagem pela prefeitura foi marcada por denúncias e investigações, incluindo acusações de desvio de recursos públicos. Em 2018, chegou a ser condenado por improbidade administrativa, mas recorreu da decisão.
Agora, com a nova candidatura, Canella tenta renovar seu espaço na Alerj, onde já atuou em legislaturas anteriores. A disputa promete ser acirrada, com diversos candidatos buscando uma vaga no legislativo fluminense.
Impacto político na Baixada Fluminense
A mudança de planos de Canella pode alterar o cenário eleitoral na região. Sua base eleitoral em Belford Roxo e cidades vizinhas é considerada significativa, e sua decisão de concorrer a deputado estadual pode fortalecer seu grupo político na assembleia. Por outro lado, a desistência do Senado abre espaço para outros nomes que disputavam a vaga.
Especialistas apontam que o caso do fuzil pode ter pesado na decisão, já que uma candidatura ao Senado teria maior visibilidade e exigiria um histórico mais sólido. A defesa de Canella, no entanto, mantém a tese de que a arma não era sua e que o episódio foi um mal-entendido.
Próximos passos
Canella deve oficializar sua candidatura a deputado estadual nos próximos meses, quando os partidos realizarem suas convenções. Ele ainda não definiu qual legenda irá representar, mas já adiantou que seguirá com sua base de apoio na Baixada Fluminense. A Alerj, que passará por renovação em 2026, terá Canella como um dos nomes a serem observados.



