A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou que Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado nas eleições de 2026 pela legenda. A declaração foi feita durante uma série de reuniões do partido para definir estratégias eleitorais. Para Kicis, a ex-primeira-dama tem o perfil necessário para disputar uma vaga na Casa e representa uma alternativa competitiva para ampliar a bancada da sigla.
A eventual nomeação de Michelle ao Senado é encarada como um movimento de fortalecimento do PL, que busca consolidar sua posição de maior força política da oposição. O partido já demonstrou musculatura eleitoral ao eleger 99 deputados federais em 2022, formando a maior bancada da Câmara. Agora, o objetivo é repetir o desempenho nas disputas proporcionais e majoritárias de 2026, especialmente no Legislativo.
O papel de Michelle no partido
Desde o fim do governo Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro passou a ocupar um espaço cada vez mais relevante nos eventos partidários. Ela tem sido vista como uma das lideranças capazes de unir o eleitorado evangélico, feminino e conservador, segmentos que são prioridade na estratégia do PL. Sua atuação em campanhas municipais de 2024 foi notada, o que despertou o interesse do partido em lançá-la em uma disputa de maior peso.
Segundo aliados, Michelle ainda avalia a proposta, mas o entorno dela não descarta a possibilidade. A decisão, no entanto, dependerá de fatores como a estrutura da campanha, a coligação partidária e a viabilidade de sua candidatura em um estado com alta densidade eleitoral. Caso a candidatura se confirme, ela entrará para a disputa como uma das principais apostas do bolsonarismo.
Reações e impactos no cenário político
A declaração de Bia Kicis foi recebida com entusiasmo por parte da base bolsonarista, mas também gerou especulações sobre possíveis conflitos internos na escolha de candidatos. O PL possui hoje 13 senadores, e a renovação de uma parte dessas cadeiras em 2026 exigirá nomes fortes para manter o bloco oposicionista relevante.
Analistas políticos apontam que Michelle Bolsonaro tem capital eleitoral para atrair votos em vários estados, mas ainda precisará demonstrar capacidade de gestão política, algo que é constantemente cobrado dos novos candidatos. Além disso, a presença dela na chapa pode ajudar a impulsionar candidaturas proporcionais do partido, aumentando a coesão do projeto conservador.
Em um cenário de polarização entre o governo e a oposição, o PL aposta na imagem de Michelle como contraponto à atual administração. A ex-primeira-dama, conhecida por seu trabalho em causas sociais, como o apoio a pessoas com deficiência, pode ampliar a capilaridade do partido entre setores que ainda não se sentem representados por outras lideranças.
Próximos passos
O PL deverá oficializar suas candidaturas somente no ano que vem, após as convenções partidárias. Até lá, a cúpula da sigla continuará ouvindo lideranças regionais e avaliando pesquisas internas. A fala de Bia Kicis, portanto, funciona como uma forma de pavimentar o caminho para uma eventual confirmação.
Michelle Bolsonaro, por sua vez, mantém uma agenda intensa de eventos, mas ainda não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de concorrer. Qualquer anúncio oficial deverá ser feito pela própria ex-primeira-dama ou pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, o que deve ocorrer nos próximos meses. Até lá, a especulação deve seguir alimentando o debate político, com a expectativa de que a ex-primeira-dama ocupe um posto de destaque na corrida eleitoral.



