O ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo (DC) marcou presença neste domingo (26) na convenção nacional do PSD, realizada na capital paulista, evento que oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República. Aldo Rebelo declarou que foi levar um abraço ao "amigo de muito tempo".
Apoio a Caiado e elogios ao debate
"A presença dele [Caiado] na disputa presidencial eleva a qualidade do debate", afirmou Aldo Rebelo. O ex-ministro lembrou que trabalhou com Caiado na Câmara dos Deputados em momentos importantes, como na relatoria do Código Florestal. "Eu era o relator, e o Caiado foi uma figura presente e importante, ajudando a fazer o debate sobre esses dois desafios, que é produzir alimentos e proteger o meio ambiente."
Disputa interna no Democracia Cristã
Aldo Rebelo também enfrenta uma disputa interna no Democracia Cristã (DC) para lançar sua própria candidatura à Presidência. "O meu partido ainda vai realizar a sua convenção dentro de alguns dias. Há um processo judicializado sobre a minha pré-candidatura, mas a presença do Caiado é uma boa notícia para as eleições presidenciais no Brasil", disse. Ele teve seu nome substituído pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, decisão que considera unilateral.
"Houve uma substituição da minha candidatura por uma decisão unilateral do presidente do partido, isso foi judicializado, eu reivindiquei na Justiça o direito de ir à convenção, me foi concedido já por duas vezes. Em retaliação, o presidente do partido tentou um processo de expulsão que foi anulado. Hoje o partido está proibido de qualquer reação contra a minha pré-candidatura, mas eu vou aguardar a convenção para tomar uma decisão final", explicou Aldo.
Proposta de "desinterdição" do Brasil
Caso consiga concretizar sua candidatura, Aldo Rebelo afirmou que terá como prioridade uma proposta para "desinterditar" o Brasil. Segundo ele, instituições como STF, Ministério Público, Ibama, Funai e ICMBio "paralisam" o país. "O Brasil é um país rico e interditado. Interditado institucionalmente. O Brasil precisa ser desinterditado para voltar a crescer, gerar riqueza." O ex-ministro também destacou a importância de discutir questões de segurança pública e educação.



