Os Estados Unidos podem exigir que parte das tropas estacionadas no Oriente Médio entregue seus celulares pessoais, como medida para evitar que gravações compartilhadas nas redes sociais auxiliem o Irã a localizar bases americanas. A informação foi revelada durante depoimento do Almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA (Centcom), ao Comitê de Serviços Armados do Senado, em 14 de maio de 2026.
Risco de exposição por vídeos pessoais
De acordo com o almirante, vídeos gravados com equipamentos militares e divulgados na internet representam uma vulnerabilidade crítica. “Imagens aparentemente inofensivas podem conter dados geográficos ou visuais que, combinados com informações de inteligência, permitem ao Irã mapear nossas instalações”, afirmou Cooper. A medida está em fase de estudo e pode afetar unidades em países como Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes.
Contexto de tensão regional
A proposta surge em meio ao aumento das hostilidades entre Washington e Teerã. Desde 2024, o Irã intensificou ataques cibernéticos e operações de reconhecimento contra forças dos EUA. Analistas apontam que a proibição de celulares pessoais já é aplicada em áreas de operações especiais, mas sua extensão para tropas regulares seria inédita.
Atualmente, cerca de 35 mil soldados americanos estão posicionados no Oriente Médio, número que pode crescer conforme a situação evoluir. O Pentágono não comentou oficialmente, mas fontes internas indicam que a decisão final deve ser tomada nas próximas semanas.
Impacto na rotina dos militares
Militares ouvidos pela imprensa americana expressaram preocupação com o isolamento que a medida poderia causar, já que os celulares são o principal meio de contato com familiares. “Entendemos o risco, mas cortar a comunicação direta afeta a moral”, disse um sargento sob condição de anonimato. O Centcom, no entanto, estuda alternativas como o fornecimento de dispositivos seguros e sem capacidade de gravação.
A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) criticou a proposta, argumentando que ela viola a privacidade dos soldados, mas o governo defende a necessidade de proteger vidas e operações.



