Trump desmonta comissão eleitoral a 4 meses das eleições nos EUA
Trump desmonta comissão eleitoral a 4 meses das eleições

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16) a desmontagem da comissão eleitoral federal, a quatro meses das eleições parlamentares de novembro de 2026. Em um pronunciamento à nação em horário nobre, Trump voltou a atacar as urnas eletrônicas e repetiu alegações infundadas de fraude na eleição de 2020, que perdeu para Joe Biden. A fala, transmitida às 22h (horário de Brasília), foi classificada por democratas e especialistas como uma tentativa de deslegitimar o pleito vindouro.

Pronunciamento e teorias da conspiração

Trump deu detalhes vagos sobre o discurso, mas quando questionado por repórteres se abordaria “urnas eletrônicas e integridade eleitoral”, respondeu que traria “notícias realmente, realmente grandes” sobre o assunto. Segundo a agência Reuters, o pronunciamento incluiu ataques às urnas eletrônicas e afirmações sem provas de fraude em larga escala em 2020. A Associated Press (AP) já havia antecipado que Trump focaria em teorias da conspiração eleitoral.

Desde que retornou à Casa Branca em 2025, Trump menciona regularmente sua derrota para Biden e teorias já amplamente desmentidas. No entanto, elevar esses tópicos a um pronunciamento presidencial em horário nobre — normalmente reservado para grandes marcos nacionais — destaca seu uso do segundo mandato para romper normas e concentrar-se em queixas antigas. A última vez que Trump fez um pronunciamento desse tipo foi em abril, quando afirmou que os EUA atingiriam seus objetivos na guerra no Irã “muito em breve”, conflito que ainda persiste.

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Desmontagem da comissão eleitoral

A decisão de desmontar a comissão eleitoral federal ocorre em meio a críticas de que o governo Trump busca ampliar a supervisão federal sobre a administração das eleições e propor mudanças no sistema de votação. Especialistas em direito eleitoral afirmam que essas iniciativas retirariam poderes dos Estados, o que poderia violar a Constituição americana. Às vésperas das eleições legislativas de novembro, que definirão o controle do Congresso, democratas e especialistas em segurança eleitoral temem que o governo tente interferir no processo.

“Ao insistir que a eleição de 2020 foi ilegítima, Trump abre caminho para contestar possíveis derrotas republicanas e enfraquecer a legitimidade de eventuais vitórias democratas”, afirmaram especialistas ouvidos pela Reuters. O Partido Republicano enfrenta dificuldades nas pesquisas para as legislativas de 2026, e democratas alertam que Trump tenta ressuscitar falsas alegações de eleições roubadas para deslegitimar o pleito.

Rejeição judicial e auditorias

A alegação de fraude em 2020 foi rejeitada por tribunais, auditorias eleitorais e pelo Departamento de Justiça durante o primeiro mandato de Trump, que não encontraram evidências de manipulação de urnas eletrônicas. Na época, a agência federal de segurança cibernética classificou a votação como “a mais segura da história dos Estados Unidos”. Apesar disso, Trump continua a promover teorias conspiratórias, e sua administração já implementou medidas que, segundo críticos, podem comprometer a integridade do processo eleitoral.

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