STF vê 'contornos de máfia' em atuação de publicitário com banqueiro Vorcaro
STF vê 'contornos de máfia' em caso Vorcaro

Investigação da PF aponta dossiês e coação

A Polícia Federal deflagrou operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o publicitário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi, e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A investigação apura a criação de dossiês e atos de intimidação contra pessoas consideradas "obstáculos" por Vorcaro, entre elas o CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, e a jornalista Malu Gaspar, colunista do GLOBO.

Método de atuação

Segundo documentos obtidos pela PF, Thiago Miranda utilizava dados obtidos sem autorização para montar perfis detalhados das vítimas. Esses dossiês eram usados para coagir e manipular a opinião pública, com o objetivo de neutralizar adversários do banqueiro. O ministro do STF que autorizou a operação classificou a conduta como tendo "contornos de máfia", destacando a organização e o modus operandi do grupo.

Vítimas e impacto

Entre os alvos estão executivos de alto escalão e profissionais da imprensa. A jornalista Malu Gaspar, que cobre o setor financeiro, foi alvo de monitoramento e tentativas de descredibilização. O CEO do Itaú, Milton Maluhy Filho, também foi incluído nos dossiês, em uma tentativa de pressionar o banco concorrente. A investigação corre em sigilo, mas fontes próximas ao caso afirmam que há indícios de crime organizado.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Repercussão

Procurados, o Banco Master e a Agência Mithi não se manifestaram até o fechamento desta edição. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiaram as práticas e cobram apuração rigorosa. O caso levanta alerta sobre o uso de informações privadas para fins de intimidação no meio empresarial e político.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar