O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil prenderam o pai e a cunhada do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) nesta quarta-feira (9), sob acusação de desviar R$ 86,28 milhões do Instituto Rio Metrópole (IRM). As investigações revelaram um esquema que envolve nepotismo, fraudes em licitações e formação de organização criminosa.
Presos e cargos no instituto
Maurício Silva Knoploch dos Santos, pai do deputado, ocupava o cargo de diretor no IRM. Amanda Paschoa Knoploch, cunhada de Alexandre, atuava em um cargo comissionado na mesma entidade. Ambos foram detidos durante a operação do MPRJ, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em endereços ligados ao esquema.
Detalhes do esquema
Segundo o MPRJ, o grupo criminoso desviava recursos públicos por meio de contratos superfaturados e direcionamento de licitações. O Instituto Rio Metrópole, vinculado à Secretaria de Estado de Transportes, é responsável por projetos de mobilidade urbana. As investigações apontam que os desvios ocorreram entre 2021 e 2025, totalizando R$ 86,28 milhões. O promotor de Justiça Marcelo Monteiro afirmou: “Há fortes indícios de que os investigados utilizavam a estrutura do instituto para beneficiar familiares e aliados políticos, caracterizando nepotismo e desvio de finalidade.”
Reação do deputado
Alexandre Knoploch, que não foi alvo da operação, negou envolvimento no esquema. Em nota, o deputado afirmou: “Desconheço qualquer irregularidade e confio na Justiça para esclarecer os fatos. Minha atuação sempre foi pautada pela ética e transparência.” Ele também destacou que não participa da gestão do IRM.
Impacto e próximos passos
A operação do MPRJ e da Polícia Civil é mais um capítulo no combate à corrupção em órgãos públicos do Rio de Janeiro. O caso reforça as suspeitas de que o IRM foi usado como instrumento de favorecimento político. Os presos serão ouvidos nas próximas horas e podem responder por crimes como peculato, fraude licitatória e organização criminosa.



