Cúpula do Instituto Rio Metrópole presa por desvio de R$ 86 milhões
Cúpula do IRM presa por desvio de R$ 86 milhões

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu seis pessoas acusadas de desviar R$ 86 milhões do Instituto Rio Metrópole (IRM), órgão público criado para formular políticas de integração em setores essenciais. Entre os presos está o presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê. A operação, deflagrada nesta quarta-feira, revelou que o IRM foi capturado por uma organização criminosa e transformado em uma máquina de desvio de recursos públicos.

Esquema de contratos fraudulentos

De acordo com as investigações, o esquema envolvia fraudes em licitações e contratos superfaturados com empresas ligadas ao Instituto BIO, de Caroline Soares Barros, a "Mulher da Mala". Os desvios ocorreram entre 2021 e 2024, por meio de contratos fictícios de prestação de serviços, como consultorias e obras, que nunca foram executados ou foram executados parcialmente. O MPRJ estima que o prejuízo aos cofres públicos chegue a R$ 86 milhões.

Prisões e buscas

Além de Davi Perini Vermelho, foram presos o ex-diretor administrativo do IRM, Carlos Alberto de Oliveira, e mais quatro pessoas, entre servidores públicos e empresários. A Justiça também expediu 12 mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo. Durante as buscas, foram apreendidos documentos, computadores e veículos de luxo. O MPRJ informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e recuperar os valores desviados.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reação das autoridades

O procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos, afirmou em coletiva que "o IRM foi capturado por uma organização criminosa que agia como se fosse uma extensão do poder público, desviando recursos que deveriam ser usados para melhorar a vida da população". A defesa de Davi Perini Vermelho ainda não se manifestou. O Instituto Rio Metrópole, em nota, disse que está colaborando com as investigações e que afastou os servidores envolvidos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar