Sanções dos EUA a brasileiros do PCC preocupam setor financeiro, diz Gakiya
Sanções dos EUA a brasileiros do PCC preocupam setor financeiro

O promotor Lincoln Gakiya, conhecido como inimigo número 1 do Primeiro Comando da Capital (PCC), afirmou que as sanções impostas pelos Estados Unidos a brasileiros ligados à facção aumentam o risco de repercussões no setor financeiro nacional. Em entrevista exclusiva, Gakiya destacou que as medidas norte-americanas podem afetar instituições financeiras brasileiras envolvidas em transações suspeitas.

Sanções atingem Victor Shimada e Stella Nunes

Os EUA sancionaram Victor Shimada, Stella Nunes e empresas associadas, sob suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, os sancionados atuavam em esquemas de ocultação de ativos da organização criminosa. Gakiya aguarda informações do FBI sobre as conexões internacionais do grupo.

Shimada já responde a processos no Brasil por crimes financeiros, mas, até o momento, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) não encontrou provas de vínculo direto com o PCC. Apesar disso, as sanções americanas ampliam a pressão sobre o sistema financeiro nacional.

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Risco de contágio no sistema financeiro

Gakiya alerta que as sanções podem gerar um efeito cascata, levando bancos e corretoras a reverem seus controles internos para evitar penalidades. “O setor financeiro precisa se preparar para um escrutínio maior, tanto dos EUA quanto das autoridades brasileiras”, afirmou o promotor.

Especialistas consultados pela coluna avaliam que as medidas podem elevar o custo de compliance e reduzir a liquidez de operações com criptomoedas e transferências internacionais, áreas frequentemente usadas para lavagem de dinheiro.

Investigações em andamento

O MPSP informou que as investigações sobre Shimada e Nunes continuam, mas ainda não há elementos que liguem os dois ao PCC. No entanto, as sanções dos EUA podem fornecer novas evidências, já que o governo americano compartilha informações com autoridades brasileiras por meio de acordos de cooperação.

Gakiya ressaltou que a atuação do FBI é crucial para desvendar a rede de lavagem de dinheiro do PCC. “Estamos no aguardo de dados mais concretos que possam embasar novas denúncias”, disse.

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