Preso operador financeiro de TH Jóias ligado ao Comando Vermelho
Preso operador financeiro de TH Jóias ligado ao CV

Leandro Ferreira Marçal, operador financeiro da empresa TH Jóias, foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, condenado por integrar uma organização criminosa com conexões ao Comando Vermelho e à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A condenação, que inclui seis anos e meio de reclusão e a perda da função pública, foi proferida sem direito a recorrer em liberdade.

Atuação no núcleo logístico e financeiro

Segundo as investigações, Marçal atuava no núcleo logístico e financeiro do grupo criminoso, sendo responsável pelo transporte de grandes quantias de dinheiro ilícito. A organização, que tem ramificações na Alerj, utilizava a fachada de lojas de joias para movimentar recursos provenientes de atividades ilegais, como tráfico de drogas e extorsão.

A Polícia Civil destacou que a prisão de Marçal é um passo importante no combate à infiltração do crime organizado em instituições públicas. “A condenação demonstra a força do nosso trabalho integrado para desmantelar essas redes criminosas que tentam se legitimar por meio de empresas e cargos públicos”, afirmou o delegado responsável pelo caso.

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Conexões com o Comando Vermelho e a Alerj

As investigações revelaram que o grupo de TH Jóias mantinha vínculos diretos com o Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país, e com parlamentares da Alerj, que supostamente ofereciam proteção política e acesso a contratos públicos. Marçal, que também ocupava função pública, utilizava sua posição para facilitar as operações financeiras do esquema.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) acompanhou o caso e destacou a gravidade das conexões institucionais. “A atuação de agentes públicos em conluio com o crime organizado é uma ameaça direta ao Estado Democrático de Direito”, declarou um promotor envolvido no processo.

Condenação e repercussão

A sentença, além da prisão, determina a perda da função pública de Marçal, que não poderá recorrer em liberdade. A defesa do operador financeiro ainda não se manifestou publicamente. A TH Jóias, por meio de nota, afirmou que “repudia qualquer ato ilícito e colabora com as autoridades para esclarecimento dos fatos”.

A prisão de Marçal ocorre em meio a uma série de operações da Polícia Civil contra organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro, especialmente aquelas com ramificações no poder público. A expectativa é que novas investigações possam revelar outros envolvidos no esquema.

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