MPF investiga suspeita de 'rachadinha' nos Correios; ex-presidente nega
MPF apura 'rachadinha' nos Correios; ex-presidente nega

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou investigação para apurar um suposto esquema de 'rachadinha' nos Correios, prática que consiste na cobrança de parte dos salários ou gratificações de funcionários nomeados para cargos de confiança. A denúncia foi encaminhada pelo sindicato dos trabalhadores da estatal no Rio de Janeiro e aponta envolvimento de ex-dirigentes da empresa.

Denúncia aponta cobrança de gratificações

Segundo a denúncia, funcionários que ocupavam cargos comissionados eram obrigados a repassar parte de suas gratificações a superiores hierárquicos. O esquema teria ocorrido durante a gestão do ex-presidente dos Correios, Emerson Marinho, e envolveria também Fabiano Silva dos Santos, ex-diretor de Gestão de Pessoas. Ambos negam as acusações.

Em nota, os Correios afirmaram que 'não compactuam com quaisquer condutas ilícitas' e que, se comprovada a prática, adotarão as medidas legais cabíveis. A empresa também informou que está colaborando com as investigações do MPF.

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Ex-presidente nega envolvimento

Emerson Marinho, que presidiu a estatal entre 2019 e 2022, declarou por meio de sua assessoria que 'desconhece a prática de rachadinha' e que sempre agiu dentro da legalidade. Fabiano Silva dos Santos também negou as acusações, afirmando que 'nunca participou de qualquer esquema ilícito'.

O MPF ainda não divulgou detalhes sobre o andamento da investigação, mas especialistas apontam que, se confirmado, o esquema pode configurar crimes de peculato, concussão e organização criminosa. A 'rachadinha' é uma prática ilegal que já foi alvo de investigações em outros órgãos públicos, como a Câmara dos Deputados e o Senado.

Correios prometem medidas legais

Em nota oficial, os Correios reiteraram seu compromisso com a ética e a transparência. 'A empresa repudia qualquer ato ilícito e, caso seja comprovada a participação de funcionários ou ex-funcionários, tomará as providências judiciais e administrativas necessárias', diz o texto.

A investigação do MPF está em fase inicial e ainda não há prazo para conclusão. O sindicato dos trabalhadores, que fez a denúncia, espera que o caso seja esclarecido e que os responsáveis sejam punidos.

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