Polícia investiga morte e mutilação de animais em sítio em Piedade
Morte e mutilação de animais em sítio são investigadas

A Polícia Civil investiga a morte e a mutilação de animais em uma propriedade rural no bairro Bateia de Cima, em Piedade (SP). O boletim de ocorrência foi registrado na quinta-feira (9) como crime de maus-tratos, mas o caso só foi divulgado nesta terça (14).

Descoberta dos corpos e primeiras suspeitas

De acordo com o registro policial, os episódios atípicos no Sítio Arapongas começaram a ser notados na terça-feira (7) pelo proprietário, de 31 anos, e pelo caseiro da chácara. No local, três galinhas-d'angola foram encontradas mortas e com o coração removido. Além disso, um cabrito foi localizado sem um dos olhos dentro de uma baia fechada, com marcas de sangue pelo corpo e no chão.

Inicialmente, o dono do sítio acreditou que as galinhas pudessem ter sido atacadas por algum outro animal. No entanto, a hipótese de ação humana ganhou força após o laudo de um veterinário contratado por ele descartar um ataque de outros animais. O documento apontou características intrigantes nos ferimentos: os cortes apresentavam "alta precisão", indicando o uso de "uma lâmina extremamente afiada" e "técnica cirúrgica incomum".

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Histórico de aluguel para gravações

O proprietário relatou à polícia que, uma semana antes das mortes, o sítio havia sido alugado para gravações com influenciadores digitais e visitantes. Na ocasião, um filhote de cabrito também foi achado morto, mas sem marcas de violência aparentes. Com as novas ocorrências, o dono passou a associar os casos devido à semelhança dos dias em que as mortes ocorreram, sempre às quartas-feiras ou nas vésperas, e ao histórico de movimentação na propriedade.

Investigação e perícia técnica

O Plantão Policial de Sorocaba (SP) encaminhou o caso para a Delegacia de Polícia de Piedade, que ficará responsável pelo inquérito e pela condução das investigações. A autoridade policial determinou a realização de perícia técnica no sítio para buscar vestígios que ajudem a identificar quem invadiu o local. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi questionada pelo g1 sobre o andamento do caso, mas não enviou retorno até a última atualização desta reportagem.

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