Professora intoxicada por mercúrio tem concentração 4x acima do limite
Mercúrio no sangue de professora supera 4x o limite aceitável

A professora de artesanato Deni, vítima de intoxicação por mercúrio, apresentou concentração da substância no sangue 21 microgramas, valor quatro vezes superior ao limite tolerável pelo organismo, segundo neurologista Marcílio Oliveira. Os laudos periciais confirmaram a presença do metal tóxico em duas garrafas de água usadas pela docente, além de exames de sangue e urina.

Sintomas e diagnóstico

Deni procurou atendimento médico após sentir dores intensas, tremores, fraqueza e alterações neurológicas. Internada, passou por tratamento para reduzir os efeitos da intoxicação. O neurologista Marcílio Oliveira explicou: "Está quatro vezes acima do valor tolerado pelo organismo. Mas não é só esse valor elevado que causa dano neurológico. Quanto mais tempo o paciente permanece contaminado pelo mercúrio, maior a tendência de desenvolver lesões, que podem não ter reversão completa."

Investigação e imagens

A investigação começou quando Deni desconfiou da mudança no gosto da água e do comportamento de uma aluna do curso de artesanato onde atuava como voluntária. Ela instalou um celular escondido na sala de aula e registrou a suspeita colocando material na garrafa de água em duas ocasiões, nos dias 3 e 5 de junho de 2023. As garrafas foram periciadas e confirmaram a presença de mercúrio.

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A polícia ainda não determinou por quanto tempo o mercúrio foi colocado na água. Deni afirma que os sintomas começaram cerca de um ano antes das gravações. Mais de um ano após os vídeos, o inquérito não foi concluído.

Hipótese de tentativa de homicídio

O delegado responsável afirmou: "Para o leigo, talvez só a filmagem e os depoimentos seriam suficientes. A gente está tratando de buscar mais informações capazes de demonstrar que ela praticou a conduta." A polícia trabalha com a hipótese de tentativa de homicídio, considerando que a suspeita teria colocado mercúrio na água de forma repetida e consciente, com intenção de provocar a morte.

O advogado da vítima cobra celeridade: "Já estamos com um lapso de quase um ano. Os laudos já apontavam que era mercúrio. A defesa hoje busca uma conclusão da investigação, mas uma conclusão bem feita."

Defesa da investigada

A investigada nega as acusações. Em nota, sua defesa informou que ela faz tratamento por transtornos mentais e que não comentará o caso para não prejudicar a conclusão do inquérito. A polícia afirma que até o momento não foram apresentados documentos que comprovem esse diagnóstico.

Sequelas e esperança

Deni segue com sequelas da intoxicação: dificuldades para caminhar, realizar tarefas domésticas e recuperar a força nas mãos. Ela mantém esperança de voltar à vida que tinha antes.

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