Documentos obtidos pela investigação em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) revelam que o escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi contratado por uma empresa vinculada à consultoria Copenhagen. Essa consultoria recebeu repasses que somam R$ 57,9 milhões do Banco Master, instituição financeira do empresário José Vorcaro.
Detalhes da contratação e repasses
Segundo os documentos, a contratação do escritório de Flávio Bolsonaro ocorreu no âmbito de serviços advocatícios prestados a uma empresa que integra o mesmo grupo da Copenhagen. A consultoria Copenhagen, por sua vez, figura como destinatária de expressivos repasses financeiros oriundos do Banco Master, conforme registros bancários anexados ao processo.
O montante de R$ 57,9 milhões transferido pelo Banco Master à Copenhagen está sob suspeita de ter sido utilizado para financiar a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do senador. A investigação no STF busca esclarecer se esses recursos tiveram origem ilícita ou se configuram caixa dois eleitoral.
Posicionamento do senador
Em nota, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que prestou “serviços advocatícios” à empresa contratante e negou qualquer relação com o Banco Master. “Minha atuação foi estritamente profissional, dentro da lei. Não tenho qualquer vínculo com o Banco Master ou com as movimentações financeiras investigadas”, declarou o parlamentar.
Flávio Bolsonaro também reiterou que não há ilegalidade na contratação de seu escritório, classificando as suspeitas como “tentativa de desgaste político” em ano eleitoral. O senador é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
Contexto da investigação no STF
O caso tramita no STF sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a quebra de sigilos e a coleta de documentos. A investigação abrange possíveis irregularidades nos repasses do Banco Master para a consultoria Copenhagen, incluindo a suspeita de que parte dos recursos teria sido desviada para a campanha de Jair Bolsonaro ou para a produção de conteúdo audiovisual favorável ao ex-presidente.
A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que não há elementos que justifiquem a continuidade das apurações contra o senador, mas o STF entende que as conexões entre as empresas e o escritório do parlamentar precisam ser esclarecidas.



