Flávio Bolsonaro critica pesquisa Quaest e defende selo de acerto
Flávio Bolsonaro critica Quaest e defende selo de acerto

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou duramente a pesquisa Quaest divulgada recentemente, que aponta queda em suas intenções de voto e melhora na avaliação do governo Lula, inclusive em regiões tradicionalmente bolsonaristas. Em declaração, ele defendeu a criação de um "selo de acerto" para institutos de pesquisa, ideia proposta pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Críticas à metodologia da Quaest

Flávio Bolsonaro afirmou que a Quaest "teria vergonha" de divulgar os resultados atuais caso o selo de acerto já estivesse em vigor. Segundo ele, a pesquisa não reflete a realidade das ruas e seria parte de uma tentativa de manipular a opinião pública. O senador não apresentou dados concretos para contestar os números, mas repetiu alegações de que institutos de pesquisa erram frequentemente.

Proposta do selo de acerto

A proposta do ministro Nunes Marques, endossada por Flávio, prevê que institutos de pesquisa sejam certificados com base na precisão de suas previsões anteriores. Na prática, o selo funcionaria como um ranking de confiabilidade, expondo aqueles que historicamente erram mais. Críticos da medida apontam risco de censura e de favorecimento a institutos alinhados politicamente.

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A pesquisa Quaest, realizada entre os dias 10 e 14 de julho, ouviu 2.000 eleitores em todo o Brasil e tem margem de erro de 2 pontos percentuais. Os números mostram que Flávio Bolsonaro aparece com 18% das intenções de voto para presidente, contra 24% do petista Fernando Haddad, em um cenário sem Lula. Na avaliação do governo, 42% consideram a gestão Lula ótima ou boa, contra 35% em junho.

Reações e contexto político

A declaração de Flávio ocorre em meio a um acirramento do debate sobre a confiabilidade das pesquisas eleitorais. Em 2022, diversos institutos erraram as projeções para o segundo turno, o que alimentou desconfiança entre apoiadores de Bolsonaro. O senador, que busca se viabilizar como candidato à Presidência em 2026, vê na crítica às pesquisas uma forma de mobilizar sua base.

Por outro lado, especialistas em pesquisa alertam que o selo de acerto pode ser arbitrário e desconsiderar margens de erro estatísticas. A Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP) já se manifestou contra a proposta, classificando-a como uma tentativa de controle político.

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