O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira que, caso seja confirmada a imposição de uma tarifa comercial de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliará os setores afetados para atuar, levando em conta o compromisso fiscal e evitando que os brasileiros sejam prejudicados pela medida.
Reunião em Brasília e declarações à imprensa
Ao falar a jornalistas em Brasília após se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com lideranças parlamentares, Durigan classificou o tarifaço como uma medida 'injusta' do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, contra o Brasil.
'Com relação a tarifaço, existe sempre um princípio que vai nos guiar: as famílias brasileiras, os empresários brasileiros, os caminhoneiros brasileiros e os agricultores brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países', disse.
Compromisso fiscal e proteção da população
O ministro reforçou que, se a tarifa for confirmada, o governo brasileiro não deixará os setores mais vulneráveis desamparados. 'Se for confirmado um tarifaço mais uma vez injusto, vai ser preciso avaliar quais setores foram afetados e, na mesma linha de princípio do que a gente já fez, o governo brasileiro não vai deixar os agricultores, os empresários e as famílias brasileiras na mão, nós vamos fazer uma avaliação sempre cuidadosa, pelo compromisso de futuro, compromisso fiscal que nós temos e nós vamos endereçar, sempre protegendo a nossa população', acrescentou.
Expectativa de anúncio dos EUA
O governo dos EUA deve anunciar nesta quarta sua decisão sobre a imposição de tarifas de 25% a uma série de produtos brasileiros. A expectativa dentro do Executivo brasileiro é de que a taxação será imposta pelo governo Trump.



