Feminicídios por agentes de segurança com arma de serviço desafiam Lei Maria da Penha
Feminicídios por agentes de segurança desafiam Lei Maria da Penha

Uma série de feminicídios praticados por agentes de segurança no Brasil, utilizando suas próprias armas de serviço, expõe os desafios na aplicação da Lei Maria da Penha. Desde 2019, a lei permite a apreensão de armas do agressor em casos de violência doméstica, mas a medida enfrenta obstáculos quando o suspeito é um profissional autorizado a portar arma.

Casos recentes de feminicídio por agentes

Entre os casos que chocaram o país estão o do agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Diego Oliveira de Souza, do soldado do Exército Kelvin Barros e do tenente-coronel Geraldo Neto. Todos eles são acusados de feminicídio cometido com a arma de trabalho, evidenciando uma lacuna na proteção às vítimas.

Aplicação da Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha, em vigor desde 2006, foi alterada em 2019 para permitir a apreensão de armas de fogo do agressor como medida protetiva. No entanto, a decisão é analisada individualmente pelo juiz, o que pode gerar demora ou negativa, especialmente quando o agressor é um agente de segurança que alega necessidade da arma para o trabalho.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Desafios institucionais

Especialistas apontam que a falta de protocolos internos nas corporações policiais e militares dificulta a efetivação da medida. Muitas vezes, a arma só é recolhida após o crime, quando já é tarde. A situação revela a necessidade de estratégias internas nas forças de segurança para combater a violência de gênero, como a criação de canais de denúncia e a suspensão imediata do porte de arma em casos de suspeita de violência doméstica.

Dados e impactos

Segundo dados recentes, o número de feminicídios cometidos por agentes de segurança tem aumentado, gerando preocupação entre autoridades e organizações de defesa dos direitos das mulheres. A impunidade e a dificuldade de aplicação das medidas protetivas são apontadas como fatores que contribuem para a continuidade desses crimes.

A situação exige uma resposta coordenada entre o Judiciário, o Ministério Público e as corporações, para garantir que a Lei Maria da Penha seja cumprida independentemente da profissão do agressor.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar