Executiva do Grêmio é indiciada por injúria racial contra torcedor do Inter
Executiva do Grêmio indiciada por injúria racial

Denúncia do Ministério Público

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou a executiva de futebol do time feminino do Grêmio, Bárbara Fonseca, pelo crime de injúria racial contra um torcedor do Internacional. O caso ocorreu ao final do clássico Gre-Nal disputado em 28 de março, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. O inquérito policial já havia sido encaminhado pela Polícia Civil em abril.

Detalhes do ocorrido

Segundo o torcedor, que registrou boletim de ocorrência, a dirigente do Grêmio gritou "sai filho da p***, macaco filho da p***" na saída de campo, após a vitória gremista por 2 a 1 no Sesc Protásio Alves. Bárbara Fonseca negou a acusação. Durante a investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI), foram ouvidas 11 pessoas, incluindo vítima e indiciada. Três testemunhas confirmaram as ofensas raciais. As imagens das câmeras de segurança foram coletadas, mas não captaram o fato.

Reação do Grêmio e antecedentes

Após o indiciamento pela Polícia Civil, o Grêmio informou em nota que o departamento jurídico acompanhava os desdobramentos do caso e reiterou "convicção na versão apresentada pela executiva de que não houve ofensa racial em nenhum momento." Ainda em abril, Bárbara foi denunciada em âmbito desportivo, mas foi absolvida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

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Próximos passos legais

A partir da denúncia do MP-RS, caberá ao Poder Judiciário a análise e adoção das medidas legais cabíveis. O crime de injúria racial está previsto no Art. 2º-A da Lei 7.716/89, com pena de prisão de dois a cinco anos, além de multa.

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