Ex-funcionária de clínica de estética é indiciada por estelionatos em Feira de Santana
Ex-funcionária de clínica é indiciada por estelionatos na BA

A Polícia Civil da Bahia indiciou, nesta quarta-feira (1º), uma ex-funcionária de uma clínica de estética em Feira de Santana, suspeita de aplicar uma série de estelionatos contra clientes. A investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), durou cerca de 11 meses. Ao todo, 34 pessoas foram lesadas, e o prejuízo estimado ultrapassa R$ 400 mil.

Como os golpes eram aplicados

De acordo com a polícia, a mulher, de 39 anos, aproveitou a função que exercia na empresa e a confiança dos pacientes para enviar links falsos de pagamento a clientes que contratavam procedimentos médicos e estéticos. Para receber os valores, ela teria criado uma empresa de fachada chamada 'Clínica Geral' e cadastrado uma máquina de cartão vinculada ao negócio. Dessa forma, os clientes acreditavam que estavam pagando diretamente à clínica, mas os valores eram depositados em contas controladas pela investigada, por meio de transferências via Pix ou pagamentos em cartão de crédito.

Investigação e indícios criminais

A clínica oferece serviços nas áreas de estética facial e corporal, cirurgia plástica da face, rinoplastia, harmonização facial, reabilitação oral, tratamentos odontológicos e procedimentos de otorrinolaringologia, entre outros. Durante a apuração, a Polícia Civil realizou oitivas de vítimas e testemunhas, análise de documentos e comprovantes de pagamento, além de relatórios de inteligência e da movimentação financeira da investigada. Segundo a PC, foi identificada uma movimentação bancária considerada incompatível com a renda declarada pela mulher, reforçando os indícios da prática criminosa.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Indiciamento e próximos passos

Com a conclusão do inquérito, a investigada foi formalmente indiciada por estelionato, em continuidade delitiva, devido à repetição das fraudes contra dezenas de vítimas ao longo do período em que trabalhou na clínica. Ela não foi presa. O caso será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar