A Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva do ex-auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, acusado de liderar um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda do Estado. A decisão ocorre uma semana após ele ter sido colocado em prisão domiciliar, depois de passar quase um ano detido.
Nova denúncia do Ministério Público
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou uma nova denúncia contra o ex-auditor, apontando sua participação em um esquema que permitiu que a empresa Automob obtivesse R$ 100 milhões em créditos tributários de forma fraudulenta. Em troca, Silva Neto teria recebido propina de até 7% do valor dos créditos.
Investigação e bens não localizados
Durante a Operação Ícaro, foram apreendidos sacos de esmeralda na residência do ex-auditor. As autoridades também buscam R$ 100 milhões em criptomoedas que não foram localizadas. A Justiça suspeita que os valores tenham sido ocultados por meio de transações digitais.
Defesa alega problemas de saúde
A defesa de Artur Gomes da Silva Neto alega que ele sofre de problemas de saúde e que foi pressionado a firmar um acordo de delação premiada. No entanto, o acordo não foi concretizado devido a omissões consideradas relevantes pelo MP. O ex-auditor nega as acusações e afirma ser inocente.
O caso segue em segredo de Justiça, e a nova prisão preventiva visa evitar que o investigado atrapalhe as investigações ou fuja. A Secretaria da Fazenda de São Paulo informou que colabora com as autoridades para esclarecer os fatos.



