A Arquidiocese e o Carmelo de Montes Claros deram início ao processo de beatificação de Madre Maria Angélica da Eucaristia. A abertura oficial ocorreu durante uma celebração com a presença de fiéis, religiosos, familiares e amigos da freira. O ato jurídico, chamado Rito de Instalação do Tribunal da Causa de Beatificação e Canonização, marca o começo da fase diocesana. A partir de agora, uma comissão vai investigar a vida, as virtudes e a fama de santidade da fundadora do Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI.
Vida e legado de Madre Maria Angélica
Nascida em 23 de dezembro de 1931, em Grão Mogol (MG), Sophia Maria Esteves de Mello se destacou por “uma vida marcada pela profunda intimidade com Deus, amor à Igreja e fidelidade ao carisma carmelita”, segundo a arquidiocese. Em 1950, ela ingressou no Carmelo Nossa Senhora Aparecida, em Belo Horizonte, onde recebeu o hábito religioso e o nome de Irmã Maria Angélica da Eucaristia. Após professar os votos solenes, em 1956, integrou o grupo fundador do Carmelo de Olinda (PE). A religiosa foi enviada a Montes Claros em 1977 para fundar o Carmelo Maria Mãe da Igreja e Paulo VI.
“Sua dedicação era marcada pela alegria no serviço, pela disposição em enfrentar desafios com serenidade e pela confiança irrestrita na Providência. Mesmo após concluir seu último triênio como priora em 2014, permaneceu ativa como vice-priora e mestra de noviças, acompanhando com carinho e sabedoria a formação das novas gerações”, destacou a arquidiocese. Madre Maria Angélica da Eucaristia morreu em 2 de junho de 2018, em Montes Claros, deixando um legado de oração, simplicidade e amor à Igreja.
Cerimônia e tribunal
Durante a cerimônia, o Frei Patrício Sciadini destacou as virtudes da religiosa. “Ela tinha o dom da escuta. Tinha o dom de participar do sofrimento dos outros, de não se cansar de escutar. Hoje nós precisamos escutar com amor. A escuta é gratuita”, afirmou. A mesa de trabalhos do tribunal foi constituída pelo padre Gladysson Eduardo de Miranda Assis (delegado episcopal), o cônego Carlos Henrique Moreira de Souza (promotor de Justiça), Ronaldo Brigini (notário atuário), Analícia Ferreira (notária adjunta) e Paolo Vilotta (vice-postulador da causa).



