Ibovespa recua com Fed dividido; Vale cai 4% após corte do Morgan Stanley
Ibovespa recua com Fed dividido; Vale cai 4%

O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, pressionado pela divulgação da ata do Federal Reserve (Fed), que revelou divisão entre os integrantes sobre o futuro dos juros nos Estados Unidos. Apesar do avanço das ações de petroleiras, o índice não conseguiu sustentar alta. A Vale (VALE3) despencou mais de 4%, após o Morgan Stanley cortar sua recomendação para os papéis da mineradora.

Ata do Fed mostra divergências

A ata da última reunião do Fed indicou que os membros do comitê estão divididos quanto à necessidade de novos aumentos de juros. Enquanto alguns defendem pausa para avaliar os efeitos da política monetária, outros alertam para a persistência da inflação. Essa incerteza pesa sobre os mercados globais, incluindo o brasileiro.

Na Europa, as bolsas tiveram o pior dia desde março, com a ameaça do ex-presidente Donald Trump de impor tarifas sobre produtos espanhóis abalando os ânimos. O índice Stoxx 600 caiu mais de 2%, arrastado por perdas no setor automotivo e de luxo.

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Vale lidera perdas no Ibovespa

A Vale (VALE3) caiu mais de 4% nesta quarta, após o Morgan Stanley rebaixar a recomendação das ações de "overweight" para "equal-weight", citando riscos de queda no preço do minério de ferro e incertezas regulatórias. O corte foi um dos principais responsáveis pelo desempenho negativo do Ibovespa.

Outras ações do setor de construção também sofreram: Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) caíram forte após divulgarem dados operacionais abaixo das expectativas do mercado. Já a Natura (NATU3) subiu mais de 5%, mesmo tendo apresentado uma prévia de lucro 10% menor no segundo trimestre, surpreendendo positivamente os investidores.

Petróleo e juros no Brasil

O petróleo pode travar a queda dos juros no Brasil, segundo analistas. A alta do barril, impulsionada por tensões geopolíticas entre EUA e Irã, pressiona a inflação e reduz o espaço para o Banco Central cortar a Selic. O ex-diretor do BC, em entrevista, apostou em continuidade dos cortes, contrariando o consenso do mercado.

No mercado de renda fixa, as taxas de CDBs, LCIs e LCAs continuam atrativas, mas a tensão entre EUA e Irã eleva a aversão ao risco. O Tesouro Direto oferece taxas recordes, e especialistas recomendam estratégias para aproveitar o momento.

Outros destaques do mercado

A Apple fechou uma parceria de US$ 30 bilhões com a Broadcom para produção de chips nos EUA, reforçando a tendência de reshoring. A Blue Origin, de Jeff Bezos, busca captar recursos com valuation de US$ 130 bilhões. Já a SpaceX é recomendada por JPMorgan, Goldman e BofA, que veem potencial de crescimento.

Na política, o governador Ronaldo Caiado afirmou que votar em Flávio Bolsonaro no primeiro turno é "eleger o Lula". Nikolas negou envolvimento em vídeo de Michelle contra Flávio. Marina e Tebet levaram "cartão vermelho em seus estados", disse Tarcísio. Romeu Zema comentou que não foi convidado para o evento do tarifaço nos EUA.

Criptomoedas e risco quântico

O mercado de criptomoedas começa a ser assombrado pelo risco quântico: computadores quânticos podem quebrar a criptografia que protege as blockchains. Especialistas alertam que o avanço da tecnologia pode representar uma ameaça existencial para ativos digitais.

Imposto de heranças e finanças pessoais

Mudanças no imposto de heranças estão levando famílias a rever estratégias financeiras. A previdência privada aberta teve queda de 10,5% nos aportes até maio de 2026. O cashback do Imposto de Renda já pode ser consultado; saiba o que fazer se não receber.

A XP lançou novas funcionalidades na conta Global, focadas na rotina do investidor. A Expert XP reuniu executivos da JBS, Rede D’Or, Muffato e Gerdau para revelar segredos das empresas longevas.

Esportes: Copa do Mundo 2026

Mbappé lidera o Power Rankings da Fifa após as oitavas de final, com Messi em segundo. O técnico de Marrocos não se abala com a falta de experiência em nível mundial. Os "corredores ocultos" da Copa, os árbitros, acompanham o ritmo e a pressão dos jogadores.

Na opinião de especialistas, a Copa nos Estados Unidos só reforça que futebol e política têm tudo a ver.

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