Advogado de sargento suspeito de feminicídio abandona defesa
Advogado de sargento suspeito de feminicídio deixa caso

O advogado que defendia o sargento Eduardo Abner Pereira, principal suspeito de assassinar a própria esposa, a capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, anunciou que deixou o caso. A informação foi divulgada na quarta-feira (24) e surpreendeu os envolvidos no processo.

Preso desde quarta-feira passada

Eduardo Abner está preso preventivamente desde a manhã do dia 22 de janeiro, por suspeita de feminicídio contra a capitã Michele. Ela foi levada por ele ao hospital na noite de segunda-feira (20) já sem vida e com sinais de violência. A polícia foi acionada após médicos constatarem lesões incompatíveis com uma morte natural.

Motivo da saída do advogado

Em nota, o advogado afirmou que "por questões pessoais e profissionais, não mais representa o sargento Eduardo Abner". Ele não detalhou os motivos, mas fontes próximas ao caso indicam que podem estar relacionados à complexidade da investigação e à pressão midiática. A defesa agora precisará ser assumida por um novo profissional, o que pode atrasar o andamento do processo.

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Histórico de abuso e drogas

De acordo com relatos de familiares e amigos da vítima, o relacionamento do casal era marcado por abusos e pelo consumo de drogas por parte do sargento. A capitã Michele, que estava na PM há mais de 15 anos, já havia registrado queixas de agressão contra o marido, mas as medidas protetivas não foram suficientes para impedir o desfecho trágico.

Investigação em andamento

A Polícia Civil de São Paulo continua as investigações. Perícias no corpo da vítima e no local do crime estão em curso para determinar a causa exata da morte e confirmar se houve feminicídio. O delegado responsável pelo caso, em entrevista coletiva, afirmou que "todas as hipóteses estão sendo consideradas, mas as evidências apontam fortemente para um crime passional".

A capitã Michele Leão Azevedo deixa dois filhos pequenos. A comunidade da PM paulista manifestou pesar e cobrou justiça. O caso segue sob segredo de Justiça.

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